Please enable / Bitte aktiviere JavaScript!
Veuillez activer / Por favor activa el Javascript![ ? ]

Home Page > Notícias > dengue no brasil: 11 milhões de casos em 16 anos. o que vi e ouvi nas ruas

Compartilhe em suas redes sociais:

dengue no brasil: 11 milhões de casos em 16 anos. o que vi e ouvi nas ruas


Cristiane Segatto

src=

Funcionários da prefeitura durante nebulização contra o mosquito da dengue na zona norte de São Paulo | Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Saiu em setembro um novo relatório da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. O interessante desse boletim epidemiológico (com dados de 2003 a 2019) é tornar explícito o tamanho dos danos provocados por novas e antigas mazelas brasileiras. Entre elas, algumas das piores epidemias recentes. É o tipo de material que os jornalistas de saúde adoram ler, na tentativa de se atualizar e de produzir alguma informação útil.

Naveguei pelas 156 páginas sem muita surpresa, mas encasquetei com um número: o tal dos 11 milhões. Li, reli e contei as casas da cifra gigante. Ela está lá, na página 12 do relatório, para quem quiser conferir. "No período de 2003 a maio de 2019, foram notificados 11.137.664 casos prováveis de dengue no Brasil".

É, minha gente, 11 milhões de casos notificados. Será que só eu fico assombrada com a contundência desse número? A cidade de São Paulo, a mais populosa do país, tem cerca de 12 milhões de habitantes. Imagine o que seria uma São Paulo inteira se ver derrubada por mosquitinhas (quem pica é a fêmea do Aedes aegypti) de 5 milímetros.

A eterna pasmaceira

Foi o que aconteceu, com vítimas dispersas pelo país, ao longo dos últimos 16 anos. Um rastro de dores terríveis, impossibilidade de trabalhar, complicações graves nos casos de febre hemorrágica, milhares de mortes.

As piores epidemias ocorreram em 2008, 2010, 2013, 2015 e 2016. Além de sofrer com a dengue, em 2015 o Brasil assistiu ao aparecimento do vírus chikungunya (que pode provocar lesões permanentes). Em 2016, além da dengue, o mosquito passou a transmitir o vírus zika. E, por causa dele, vimos a tragédia das crianças nascidas com microcefalia.

Todo ano é assim. O Brasil "assiste ao surgimento do vírus", o Brasil "vê a tragédia dos doentes" etc. Vivemos em uma eterna pasmaceira, como se fôssemos espectadores da desgraça alheia. O mosquito ronda as nossas crianças, as larvas infestam os nossos vasinhos e agimos como se o problema fosse dos outros.

Tá tudo dominado

Hello, vamos acordar? São 11 milhões de casos prováveis em 16 anos. O mapa reproduzido nesta página mostra que, para o mosquito, tá tudo dominado. Há dengue no país todo, com maior incidência (ao longos dos últimos 16 anos) nos municípios das regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Entre 2003 e 2019, houve 3 óbitos por dengue a cada 100 mil habitantes no Brasil. Estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Espírito Santo apresentaram médias do coeficiente de mortalidade até três vezes maior que o nacional.

Em 2019, não há razão para relaxar. De janeiro até 24 de agosto, foram registrados 1.439.471 de casos no país. Houve um crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791 casos). E já foram confirmadas 591 mortes.

Segundo o Ministério da Saúde, esse aumento pode ser explicado por uma associação de fatores: condições ambientais fora do comum (alto volume de chuvas e altas temperaturas), grande quantidade de pessoas suscetíveis, mudança no sorotipo predominante etc.

É sempre possível botar a culpa na natureza, mas a coisa mais constante feita no combate à dengue no Brasil foi a inconstância. Historicamente é assim. Corte de verbas, campanhas de conscientização que começam no verão e não alcançam o outono, indicações políticas para cargos que deveriam ser ocupados por técnicos…O resultado é esse numerão para estrangeiro nenhum botar defeito: 11 milhões. Parabéns, Brasil!

 O que vi e ouvi nas ruas

Digo "Brasil" porque reclamar do governo (qualquer que seja ele) e cruzar os braços é o pior dos escapismos. É preciso reclamar quando o Estado não cumpre seu papel, mas a colonização brasileira pelo Aedes aegypti não seria tamanho "case de sucesso" se ele não tivesse contado com a nossa irresponsabilidade.

Nos últimos anos, tive algumas oportunidades de acompanhar o trabalho dos agentes de saúde que percorrem as ruas para fazer o chamado bloqueio. Quando um caso de dengue é notificado às autoridades, a equipe de vigilância percorre a vizinhança do doente, com o objetivo de procurar larvas e orientar a população sobre o combate ao mosquito.

É triste ver tantos servidores públicos esforçados (que pegam sol, ouvem xingamentos e são ameaçados por cachorros) atuando na linha de frente de uma guerra que me parece perdida.

Enquanto os moradores não pararem de inventar desculpas esfarrapadas para os agentes e para si próprios, os 11 milhões de casos vão progredir para os 50 milhões. Em São Paulo, 85% dos criadouros de mosquitos estão dentro das casas.

Para destruí-los é preciso vencer o comodismo e a desfaçatez das pessoas que dizem que "a água acumulada é da chuva de ontem", como ouvi tantas vezes, ou a mania dos acumuladores, gente que se apega a todo tipo de inutilidade.

Andar pelos quintais paulistanos é tomar contato com pilhas de objetos inúteis, tranqueiras abandonadas e lixo de todo tipo. Um cenário que produz infinitos ângulos para acumulação de água e depósito de larvas. Um desleixo que não pode ser atribuído à pobreza e, sim, à inconsequência sem qualquer relação com o volume da conta bancária.

Podemos fazer melhor que isso?

Acredito (e espero) que sim. Neste ano, o Ministério da Saúde antecipou em dois meses a campanha de combate à dengue. Em vez de esperar até novembro, a pasta decidiu convocar a sociedade para se engajar no combate ao mosquito antes do período chuvoso. Não custa lembra algumas medidas básicas de prevenção, recomendadas pelo Ministério da Saúde:

  • Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
  • Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água;
  • Manter caixas d'agua bem fechadas;
  • Remover galhos e folhas de calhas;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje;
  • Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;
  • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
  • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
  • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
  • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
  • Acondicionar pneus em locais cobertos;
  • Fazer sempre manutenção de piscinas;
  • Tampar ralos;
  • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
  • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
  • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
  • Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
  • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
  • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

Se você já faz isso tudo, ajude a conscientizar quem não faz.



Fonte da Notícia: https://cristianesegatto.blogosfera.uol.com.br/2019/10/02/dengue-no-brasil-11-milhoes-de-casos-em-16-anos-o-que-vi-e-ouvi-nas-ruas/



Gostou do conteúdo animal acima! Então compartilhe em suas Redes Sociais:

Letras de Música com temas Animais:

bulletReidosratos

bulletNa teia da aranha

bulletPeixe Vivo Temas Diversos

bulletO assassinato do camarão

bulletCavalos Selvagens



Dicas Veterinárias:

bulletEducação aprenda os primeiros passos para a educação e o adestramento de seu cão

bulletDermatite seborreica em cães

bulletO que responder quando seu filho lhe diz: eu quero 1 bichinho de estimação

bulletCondicionamento de necessidade

bulletO mecanismo de atuação dos florais de bach



Ver todas as Dicas Veterinárias



Colunistas - Veterinários que escrevem sobre temas aos leitores

bullet Pet Care Hospital Veterinário de São Paulo (11) 3740 2152 (11) 3743 2142 Av. Giovanni Gronchi, 3001 São Paulo SP>

bullet Débora Carvalho Meldau>

bullet Gabriel Guerreiro Qualquer dúvida ou sugesteatilde;o enbsp;estarei respondendo no email Gabriel_g_f@hotmail.com no twitter @AdestramentoDOG >

bullet Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco Medico Veterinário atuante em medicina e odontologia eqüina. Cel. (11) 9814 6666 E mail ciromedvet@ig.com.br www.dentistadecavalo.com.br>

bullet Luelyn Jockyman CRMVSP 14.512 Clínica Animaletto (19) 32589280 Av. Mário Garneiro 438 (Estrada do San Conrado) Sousas>



Cinema, Filmes e Seriados:

bulletAs crônicas de nárnia - o leão, a feiticeira e o guarda-roupa

bulletAs nove vidas de fritz - o gato (the nine lives of fritz the cat)

bulletO gato mais rico do mundo (the richest cat in the world)

bulletAmor pra cachorro (year of the dog)

bulletCavalo de guerra



Ver todos os filmes e seriados

Livros Animais

bulletPassaros sao eternos, os

bulletA arca de noé

bulletExplicação dos pássaros

bulletMemorias de um gato

bulletA perigosa vida dos passarinhos pequenos

Ver todos os Livros

Digite aqui a palavra-chave


© Desde 2000 na Web - CONTEÚDOANIMAL.com.br - Todos os direitos reservados - Créditos