Please enable / Bitte aktiviere JavaScript!
Veuillez activer / Por favor activa el Javascript![ ? ]

Home Page > Notícias > Pesca fantasma: o perigo invisível das redes pesqueiras

Compartilhe em suas redes sociais:

Pesca fantasma: o perigo invisível das redes pesqueiras


 

Stella Legnaioli
 

Sem lucrar nem alimentar ninguém, a pesca fantasma afeta cerca de 69.000 animais marinhos por dia só no Brasil

A pesca fantasma, chamada de ghost fishing em inglês, é o que acontece quando os equipamentos desenvolvidos para capturar animais marinhos, como redes de pesca, linhas, anzóis, arrasto, potes, covos e outras armadilhas, são abandonados, descartados ou esquecidos no mar.

Esses objetos colocam em risco toda a vida marinha, já que, uma vez preso nesse tipo de engenhoca, o animal acaba ferido, mutilado e morto de forma lenta e dolorosa. A pesca fantasma ameaça baleias, focas, tartarugas, golfinhos, peixes e crustáceos que acabam morrendo por afogamento, sufocamento, estrangulamento e infecções causadas por lacerações.

Por ano, são largadas nos oceanos cerca de 640 mil toneladas de armadilhas para animais marinhos, que, só no Brasil, chegam a matar milhares de animais por dia.

A pesca fantasma não movimenta a economia, afeta os estoques pesqueiros muitas vezes já esgotados e ainda permanece como uma isca viva - ela atrai para a armadilha peixes e outros animais de maior porte, que chegam em busca das presas menores que ficaram enroscadas no emaranhado de fios.

O agravante é que, muitas vezes, essas redes de pesca são feitas de plástico, um material que pode demorar centenas de anos para se decompor.

Estima-se que, só no Brasil, a pesca fantasma afeta cerca de 69.000 animais marinhos por dia, que costumam ser baleias, tartarugas marinhas, toninhas (espécie de golfinhos mais ameaçada do Atlântico Sul), tubarões, raias, garoupas, pinguins, caranguejos, lagostas e aves costeiras.

O cenário é catastrófico. Segundo o relatório da World Animal Protection, a pesca fantasma já afetou 45% dos mamíferos marinhos presentes na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Recifes de corais superficiais, que são ecossistemas já em perigo, também sofrem degradação devido à pesca fantasma. Estima-se que 10% do plástico presente no mar seja oriundo da pesca fantasma.

Em 2019, a ONG Proteção Animal Mundial lançou a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostrou que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano.

O estudo também avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

Geração de microplástico

pesca
Imagem editada e redimensionada de Andrei Ciobanu, está disponível no Unsplash

A pesca fantasma é mais um gerador de microplástico no oceano. Se o plástico no formato normal já é prejudicial, no formato micro (que é o destino da maioria deles), ele é traiçoeiro. Apesar de ser praticamente invisível, por ser muito pequeno, o microplástico tem a propriedade de adentrar na cadeia alimentar (saiba mais sobre esse tema na matéria: "Entenda o impacto ambiental do lixo plástico para a cadeia alimentar").

Ingerir microplásticos contaminados não é muito difícil, uma vez que, desde o final da II Guerra Mundial, eles já estão contaminando o ambiente.

Quem come frutos do mar regularmente ingere cerca de 11 mil pedaços de microplásticos por ano. Mas não é só em frutos do mar que ele é encontrado. Há microplásticos no sal, no ar e na água.

Como esse material pode durar centenas de anos no mar, a ameaça se estende a longo prazo.

E como se não bastasse o microplástico ser prejudicial por si só, ele ainda tem a propriedade de absorver substâncias nocivas do meio ambiente, como os poluentes orgânicos persistentes (POPs). Dentre esses poluentes estão os PCBs, os pesticidas organoclorados, o DDE e o nonilfenol.

Os POPs são tóxicos e estão diretamente ligados a disfunções hormonais, imunológicas, neurológicas e reprodutivas. Eles ficam durante muito tempo no ambiente e, uma vez ingeridos, têm a capacidade de se fixarem na gordura do corpo, no sangue e nos fluidos corporais de animais e humanos.

Estima-se que, só em 2017, as crianças ingeriram mais 750.000 micropartículas de plástico.

Dados internacionais

São registradas anualmente cerca de 25 mil redes perdidas ou descartadas na região do Atlântico Nordeste.

No estuário de Puget Sound, nos Estados Unidos, 5 mil redes de pesca removidas do mar estavam prendendo mais de 3,5 milhões de animais marinhos por ano, dos quais 1.300 eram mamíferos, 25.000 aves e 100 mil peixes.

Nos próximos 60 anos, o número de armadilhas de pesca abandonadas pode chegar a 11 milhões somente nas ilhas Florida Keys, em Miami, nos Estados Unidos.

Pesca ilegal

A pesca ilegal é um fator que agrava a pesca fantasma. Por ser uma atividade ilegal e muito lucrativa, os capturadores "escondem" os equipamentos abandonando-os no mar para não serem detectados Estima-se que um em cada cinco peixes seja oriundo de atividade criminosa.

Será o fim dos animais marinhos?

A pesca fantasma promove a insustentabilidade dos recursos pesqueiros e dos habitats marinhos. Há um grande risco de que os oceanos parem de fornecer aos seres humanos tudo que agora fornecem.

Soluções para a pesca fantasma

Além de ações de voluntários que retiram os equipamentos de pesca do mar por conta própria, é preciso que os agentes da cadeia de produção pesqueira se responsabilizem pela pesca fantasma.

A campanha da World Animal Protection é uma iniciativa que enfrenta o problema da pesca fantasma removendo as armadilhas pesqueiras dos oceanos e reciclando os materiais. Entretanto, são necessárias ações mais efetivas de modo que se evite o abandono desses materiais no mar.

Além de reivindicar por políticas públicas que combatam esse tipo de prática, é necessário refletir sobre o próprio consumo. Você já parou para pensar que se não houvesse demanda por animais marinhos, a pesca ilegal, que dá origem à pesca fantasma, não seria nada lucrativa?

Que tal zerar, ou pelo menos reduzir significativamente o consumo de animais marinhos? No mundo, 70% da população está largando ou reduzindo o consumo de carne. O vegetarianismo, ou o veganismo, parecem ideologias cada vez mais adotadas por consumidores conscientes do impacto de suas dietas no mundo. Se todos fossem veganos, oito milhões de mortes anuais de pessoas seriam evitadas.

  • Filosofia vegana: conheça e tire suas dúvidas

Além disso, o vegetarianismo contribui mais para a redução de gases do efeito estufa do que deixar de andar de carro. Outros benefícios incluem a enorme redução nos níveis de agrotóxicos e outras toxinas ingeridas. Você deve estar pensando: "mas também se usam agrotóxicos nas plantas, qual a diferença?". Na verdade, quem consome produtos de origem animal acaba ingerindo mais agrotóxicos do que os vegetarianos, pois esses tóxicos são lipossolúveis. Quando aplicados nas plantações de soja, por exemplo, ao adentrar no organismo dos gados alimentados com a ração feita desse vegetal, acabam se bioacumulando na gordura animal.

Por isso, ao consumir soja diretamente se ingere menos agrotóxicos do que ao consumir um bife, que possui essas substâncias em quantidades bioacumuladas.

No caso dos animais marinhos, a insalubridade está na presença de microplásticos na cadeia alimentar. Como já dito anteriormente, os microplásticos têm alto potencial de absorção de substâncias tóxicas como os PCBs. Uma vez no organismos dos animais marinhos, se bioacumulam e vão parar no corpo humano. Já está comprovado, o intestino humano também tem microplásticos.



Fonte da Notícia: https://www.ecycle.com.br/7094-pesca-fantasma.html



Gostou do conteúdo animal acima! Então compartilhe em suas Redes Sociais:



Dicas de Profissionais do ramo pet e agropecuário:


bulletGato precisa arranhar

bullet5 tendências do mercado pet que você precisa conferir

bulletLockjaw em cães

bulletDeslocamento rótula em cães

bulletAprumos dos equinos


Ver todas as Dicas de Profissionais



Colunistas - Veterinários que escrevem sobre temas aos leitores



bullet Magda Izidio de Souza, Médica Veterinária

bullet Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco Medico Veterinário atuante em medicina e odontologia eqüina. Cel. (11) 9814 6666 E mail ciromedvet@ig.com.br www.dentistadecavalo.com.br

bullet CEPAV Centro de Patologia Clínica Veterinária Ltda. Rua Tanabi, 185 Água Branca São Paulo SP. CEP. 05002 010 Tel.: (11) 3872 9553

bullet Katherine P. Colomba

bullet por Priscila Pinheiro - Pet Sitter

 

Bicho Feliz Pet Sitter

Site: https://sites.google.com/site/bichofelizpetsittercotiasp/

Whatsapp e celular: (11) 98586-9212

Twitter: @bichofelizps



Ver todas as Dicas dos Colunistas




Letras de Música com temas Animais:


bulletAranha itamar assumpção

bulletSalve jorge! o guerreiro na fé

bulletNarração de quadrilha junina

bulletO burrinho do vizinho

bulletBorbulhas de amor

Ver todas as Letras de Músicas




Cinema, Filmes e Seriados:


bulletMadagascar iii

bulletUm gato em paris (une vie de chat)

bulletMeu irmão virou um cachorro (mein bruder ist ein hund / my brother is a dog)

bulletO reino dos gatos (neko no ongaeshi / baron the cat baron)

bulletUma dupla quase perfeita


Ver todos os filmes e seriados




Livros Animais

bulletQuem e mais feliz: voce ou o seu cachorro?

bulletNosso planeta verde - 100 ótimas propostas para trabalhar na educação infantil

bulletLivro dos passaros magicos, o

bulletA arca de noé

bulletLivro definitivo de dicas e sugestoes de jardinagem

Ver todos os Livros



Dinheiro / Notas Animais



Garoupa
R$ 100


Beija flor
R$ 1


Garça branca grande
R$ 5


Arara vermelha
R$ 10


Mico leão-dourado
R$ 20


Onça pintada
R$ 50


Tartaruga-de-pente
R$ 2


Lobo Guará
R$ 200


Ver todas as Notas e Moedas



Digite aqui a palavra-chave


© Desde 2000 na Web - CONTEÚDOANIMAL.com.br - Todos os direitos reservados - Créditos