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Esque?a o desenho: novo Dumbo voa alto em adapta??o pilotada por Tim Burton


Roberto Sadovski

Dumbo, desenho animado que Walt Disney produziu em 1941, era bem curtinho. Em uma hora de projeção, o elefante voador que pena por ser diferente é separado de sua mãe, fica bêbado ao enxergar elefantes cor de rosa e termina feliz, mesmo que ainda em cativeiro, deixou sua marca em gerações e gerações de crianças inchadas de tanto chorar. É bonito, é melancólico e é desenvolvido em torno de um tema universal: é ok ser diferente. Uma espiada na carreira de Tim Burton e fica fácil chutar que Dumbo teve grande impacto em sua formação como artista. Quando o estúdio decidiu dar ao filme o tratamento live action que vem transformado parte de sua coleção em máquinas de imprimir dólares, Burton era o nome óbvio para o trabalho. Ele só tinha de resolver um pequeno problema: como esticar a história em um filme de duas horas, com mais personagens, mais conflitos e mais pirotecnia, sem perder de vista o que faz dele tão especial?

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O novo Dumbo, que troca a animação tradicional por efeitos digitais sofisticados, entrega uma resposta e tanto: ampliando a história, enriquecendo os temas e dialogando com o público do cinema do novo século, sem nunca perder de vista seu centro emocional. A histeria lisérgica de Alice no País das Maravilhas, que o diretor cometeu em 2010, iniciando a nova era das "atualizações" dos clássicos Disney, passa longe deste novo trabalho. Não se engane, Dumbo é Burton de ponta a ponta, da estética gloriosamente artificial ao desfile de personagens excêntricos e maiores que a vida. Mas o diretor conduz a narrativa com leveza, entendendo que toda a perfumaria é coadjuvante das emoções que o filme evoca, especialmente por ser uma história sobre família e os laços indissolúveis que as une.

Colin Farrell cuida de sua família

Vale, portanto, deixar a fidelidade ao filme original de lado. Até porque, nesse contexto, Dumbo sequer é o ponto de partida em sua própria história, e sim Holt Farrier (Colin Farrell), atração principal de um circo itinerante, que é apresentado na história ao regressar do campo de batalha da Primeira Guerra Mundial. O conflito lhe custou um braço e provavelmente seu futuro como protagonista de um espetáculo a cavalo. Como se a tragédia fosse pouca, sua mulher morreu durante sua ausência, deixando seus filhos sob os cuidados da trupe circense. O dono da companhia, Max Medici (Danny DeVito, em sua quarta colaboração com Burton), percebe que a América do começo do século 20 começa a perder o interesse em sua linha de negócios e compra uma elefoa grávida para garantir as manchetes com o nascimento do filhote. O pequeno Dumbo, porém, vem ao mundo com orelhas colossais, torna-se motivo de piada e termina sob os cuidados de Holt e de seus filhos, Milly e Joe (Nico Parker e Finley Hobbins).

A trama do clássico de 1941, a essa altura, já foi fermentada e ganhou ramificações. Mas Dumbo, felizmente, continua a mesma criaturinha notável, que ganha os holofotes quando revela ser capaz de voar. Seu sucesso atrai a atenção de V.A. Vandevere (Michael Keaton), dono de um parque de diversões e de um conceito novo em folha: o circo não precisa mais ser itinerante, é o público que precisa ir até ele – subtexto número um: grandes corporações engolindo pequenos empresários. No parque de Vandevere, Dumbo é treinado para fazer par com a acrobata Colette Marchand (Eva Green, musa do diretor desde Sombras da Noite), enquanto a família Farrier bola um jeito de reunir o animal com sua mãe – subtexto número dois: animais existem para ser livres, e não engaiolados em circos ou zoológicos.

Michael Keaton, Danny DeVito e uma reunião de Batman – O Retorno

As tramas paralelas servem para dar movimento e motivação aos personagens. Mas Dumbo decola mesmo quando Burton faz o que faz melhor, que é construir conexões afetivas em uma trupe de gente esquisita. O filme empresta parte do apuro visual, surpreendentemente, de Batman – O Retorno, ao substituir o naturalismo por uma estética operística assumidamente artificial. Assim como na aventura do Homem-Morcego, os protagonistas são cercados de figuras exóticas, que servem mais como apuro visual do que ferramenta narrativa. O que é perfeito, já que Dumbo opera em um nível sensorial, trabalhando não só com nossa memória afetiva, mas também com conexões emocionais universais. Não é ao acaso que os melhores momentos da carreira do diretor foram construídos com história de famílias disfuncionais, de Edward Mãos de Tesoura a O Lar das Crianças Peculiares, passando por Ed Wood e Peixe Grande. Em Dumbo, vale ressaltar, Burton trabalha com suas próprias lembranças, mesmo que com o distanciamento de um adulto, criando um espetáculo melancólico, ainda que fique devendo um clímax menos derivativo.

Por fim, tudo repousa no brilhante artesanato digital que faz de Dumbo um ser vivo, como se dividisse o set físico com o elenco. O segredo está nos olhos, já que dividimos com ele o encanto da descoberta de suas habilidades, de sua dor ao perder sua mãe, de seu medo antes de abrir suas orelhas como asas pela primeira vez, da doçura nas crianças que o acolhem. O diretor consegue pincelar seu filme com pedaços do clássico de 1941, lembrando que, mesmo com novas ferramentas e uma história expandida (a solução para a dança dos elefantes cor de rosa é o momento mais belo do novo filme), seu coração ainda é sobre o filhote de elefante que nasce com orelhas gigantes e que descobre que é, sim, ok ser diferente. Com total consciência disso, Tim Burton faz de Dumbo seu trabalho mais pessoal em muito tempo.



Fonte da Notícia: https://robertosadovski.blogosfera.uol.com.br/2019/03/28/esqueca-o-desenho-novo-dumbo-voa-alto-em-adaptacao-pilotada-por-tim-burton/



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