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Pets podem receber e doar sangues para outros bichinhos


Assim como os humanos, cachorros e gatos podem doar e receber sangue. Saiba o que precisa para ser um doador


Para Dayane Siqueira, o golden retriever Francisco Bento Siqueira é um salvador(foto: Arquivo Pessoal)


Após passar por maus bocados por conta de problemas relacionados à depressão, a universitária Dayane Siqueira da Silva, 31 anos, recebeu um presente do pai: o belo golden retriever Francisco Bento Siqueira, de 4 anos e 10 meses. Ao chegar à casa da família, Chico escolheu o pufe do quarto de Dayane como seu cantinho. Desde então, o cachorro se tornou uma espécie de salvador: além de mudar a vida da tutora, ele salva outros pets com a doação periódica de sangue.


 


Com a vontade de sempre ajudar o próximo, seja gente, seja bicho, Dayane e o companheiro entraram para o time do Cão Terapeuta, projeto de terapia assistida no qual animais dão alegria a idosos, crianças e pacientes internados. Foi no dia em que Chico entrou para o programa que também doou sangue pela primeira vez para ajudar o cão de um casal de estudantes de medicina.


 


Dayane recebeu a notícia de que havia um cão precisando da doação. Como estavam próximos, a estudante resolveu levar Chico Bento à clínica onde o animal debilitado estava. “A veterinária não conseguiu pegar a jugular (veia do pescoço) e a coleta foi feita pela patinha. Para nossa surpresa, ele dormiu o procedimento todo e conseguimos doar uma bolsa para a família daquele cão. Saí de lá realizada e orgulhosa dele”, relembra a jovem.


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Na segunda vez, Dayane recebeu a mensagem de um amigo que ficou sabendo de um outro cachorro necessitado. Como já havia passado alguns meses desde a primeira coleta, a estudante se prontificou a ajudar. Ao chegar à clínica, as tutoras do pet doente estavam com um ursinho de presente para Chico. “Até hoje, é a pelúcia favorita dele”, derrete-se.


 


Depois desses episódios, a equipe do banco de sangue do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (Hvet) entrou em contato com Dayane para perguntar se o cão era doador, pois o estoque do banco de sangue estava baixo. “Assim, conhecemos esse projeto da UnB e, hoje, fazemos de tudo pra divulgar.”


Doar


Jair Costa, professor da UnB e médico veterinário coordenador da bolsa de sangue do Hvet, explica que a maior demanda hoje no hospital é de cães. Ele acrescenta que os tutores interessados em doar precisam ficar atentos a alguns critérios. Os cachorros precisam pesar no mínimo 25kg, ter entre 1 e 8 anos de idade, nunca ter recebido transfusão de sangue, apresentar comportamento dócil e tranquilo, ser vacinado e vermifugado e não ser diagnosticado com nenhum tipo de doença, principalmente contagiosa.


 


Já no caso dos felinos, explica Jair, não há muitos estudos. Porém, também são seguidos alguns critérios. O gato precisa pesar mais de 4,5kg, nunca ter recebido transfusão, ser vacinado e vermifugado e saudável. Para os interessados que estão dentro dessas características, é necessário fazer uma espécie de triagem, que começa com uma mensagem via e-mail.


 


No dia da coleta, serão feitos alguns testes adicionais, que incluem hemograma e exames bioquímicos, para saber se o sangue está realmente apto a ser doado. Para os tutores, acaba sendo uma vantagem, já que tal checape não sairia por menos de R$ 500 em uma clínica veterinária. O resultado sai na hora e, em seguida, é feita a coleta da bolsa. “O animal sai completamente normal: brincando, pulando, correndo”.


 


O ideal é que a coleta seja realizada a cada três meses. Jair conta que o banco tem 50 animais cadastrados e, por enquanto, tem dado conta da demanda. Porém, a maioria não doa regularmente e, por isso, o Hvet sempre está à procura de novos bichos para manter o estoque alto. “Se esses 50 fossem regulares, dava tranquilamente para suprir a demanda”, justifica.


 


Os cães recorrem mais às transfusões do que os gatos. São, principalmente, animais com doenças parasitária, como erliquiose e babesiose (popular doença do carrapato), com enfermidades contagiosas e oncológicas, além de vítimas de acidentes.


 


Além do Hospital Veterinário da UnB, uma clínica veterinária particular faz esse tipo de serviço no DF. “Nossa clínica faz o hemocomponente completo, que é a separação de células do sangue de que realmente o animal esteja precisando”, explica Plínio Rossi, responsável pela Clínica Veterinária de Hemoterapia.


Companhia 


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Taís


Taís Freitas com uma das suas gatas, Gal Costa: doação periódica(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


A servidora pública federal Taís Freitas, 34, morava sozinha havia mais de um ano quando recebeu a companhia de duas gatas, ambas adotadas. Ela batizou as gatas vira-latas de Gal Costa e Maria Bethânia. “Elas são tudo para mim. São minha família”, conta, emocionada. Há oito meses, Taís soube de um animal que havia sido atropelado e precisava de transfusão. Ela nem pensou duas vezes. Levou Gal e Bethânia para fazer os testes de doadora e, para alegria da moça, as gatas eram compatíveis.


 


Desde então, de três em três meses, a servidora leva as gatinhas para doar. “Percebi que os bancos de sangue animal também precisam de doação. Além disso, é muito vantajoso, pois é feito o checape e sabemos que os nossos animais são saudáveis. É uma via de mão dupla.”


Para ser doador


Cães


  • Mínimo de 25kg
  • Idade entre 1 e 8 anos
  • Nunca ter recebido transfusão de sangue
  • Ter comportamento dócil e tranquilo
  • Ser vacinado e vermifugado
  • Ser saudável

Gatos


  • Mínimo de 4,5kg
  • Nunca ter recebido transfusão
  • Ser vacinado e vermifugados
  • Ser saudável

Curiosidade


Tipos sanguíneos


  • Os cães têm sete tipos sanguíneos. Diferentemente dos humanos, a divisão é definida pelo Sistema DEA (sigla em inglês para Dog Eritrocyte Antigen). Já no caso dos felinos, o sistema é mais simples. Eles têm apenas três tipos sanguíneos: A, B e AB.


Fonte da Notícia: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2018/06/24/interna_revista_correio,690157/pets-podem-receber-e-doar-sangues-para-outros-bichinhos.shtml



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