Home Page > Notícias > Quem são as cadelas que ajudam os bombeiros no desabamento em sp

Quem são as cadelas que ajudam os bombeiros no desabamento em sp


Janaina Garcia


As "bombeiras" Sarah, de três anos e meio, e Hope, de um ano e oito meses, são as apostas das equipes de busca no centro de São Paulo para encontrar vítimas do desabamento de um prédio de 24 pavimentos no largo do Paissandu, região histórica da capital paulista. Até à tarde desta terça (2), eram oficialmente quatro desaparecidos  — um rapaz atingido pelo desabamento, prestes a ser resgatado, e uma mãe com dois filhos gêmeos.


Sarah é uma cadela da raça labrador que atua nas buscas em conjunto com a parceira, a cadela da raça pastor belga de Malinois. Ambas são do canil do Corpo de Bombeiros de São Paulo localizado no Ipiranga, zona sul da capital paulista. O local abriga e treina atualmente sete cães —três deles, filhotes — para operações de busca e salvamento. De soterramentos a deslizamentos de terra, além de busca em matas e em colapsos em edificações, como o edifício Wilton Paes de Almeida, no Paissandu, eles buscam por vítimas graças ao olfato e à audição acurados.


Cada cão é treinado durante um ano e se torna parceiro inseparável do respectivo treinador. Segundo o sargento Clovis Benedito de Souza, 41, que está há 22 anos na corporação e é responsável por Hope, a parceira está na quinta operação grande de salvamento — em 2015, ela ajudou na localização de uma criança de um ano e meio, com vida, em um deslizamento em Itapecerica da Serra


Antes dela, o bombeiro teve outros dois cães parceiros no trabalho em operações que marcaram o noticiário mais trágico no país: a queda do avião da TAM, em 2007, com 199 mortos, e, no mesmo ano, a cratera nas obras da estação Pinheiros da linha 4-amarela do metrô de São Paulo, em que sete pessoas morreram.


 


Janaina Garcia/UOL



À esquerda, o sargento Clovis com a pastor Hope; à direita, cabo Gerson e a labrador Sarah


 


Já Sarah, espécie de caloura nas missões grandes de salvamento, enfrentou dificuldades não em operações, mas em procedimentos de certificação. Quem afirma é o cabo Gerson Ferreira, 38, bombeiro há 16 anos.


"Ela tem duas certificações - internacional e nacional. Para uma delas, em três dias seguidos de prova, com ocorrência simulada, isso ocorreu após 15 horas de viagem", lembra Ferreira.


O sargento explica que os cães têm o mesmo regime de plantão de seus parceiros humanos — ou seja, 24 horas de trabalho, para 48 horas de folga, ainda que, nesses períodos de descanso, fiquem em regime de prontidão.


Nas ações de salvamento, porém, os animais trabalham em média 20 minutos seguidos, para o dobro de tempo, no mínimo, de descanso. O tempo de aposentadoria também é diferente de um adulto: oito anos.


Classificada nessa terça-feira (1º) pela própria corporação como "ocorrência atípica", a queda do prédio no centro, após ele ter pegado fogo, limita a ação das cadelas a entornos não aquecidos pelos escombros. Desde ontem, elas atuam por essas beiradas — cerca de 20%, estimam seus treinadores, da área atingida.


"Mesmo com todo o treinamento para essas operações, vamos antes dos cães para a área de busca e verificamos os locais por onde eles não podem passar, seja por risco de machucar, queimar ou furar as patas, ou mesmo por risco de desabamento", relatou o sargento. A entrada do animal, segundo ele, abre novos acessos aos bombeiros envolvidos nas buscas à medida que ele se guia não apenas pelo olfato, como pela audição. Na prática, isso acaba por tornar a busca mais objetiva.


"Elas são bombeiros também. Mas enquanto encaramos aquilo como trabalho, para elas, é como se fosse uma brincadeira", disse o cabo.


Relação familiar


O laço dos cães com os treinadores não se limita à atividade de busca, em que saem lado a lado: também as férias e folgas são conjuntas.


"Tenho dois filhos, e a Sarah é como se fosse também. É minha parceira e vai aonde eu vou", resumiu Souza. "É como se fosse minha filha, ou a segunda criança na família. Sem contar que nos aproxima mais da comunidade, também", completou Ferreira.


A previsão dos bombeiros é que as buscas no Largo Paissandu durem pelo menos uma semana. Sarah e Hope seguirão de plantão, mas poderão ter reforços ou eventuais substituições caso a corporação julgue necessário.



Fonte da Notícia: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/05/02/quem-sao-as-cadelas-que-ajudam-os-bombeiros-no-desabamento-em-sp.htm



Gostou do contedo animal acima! Ento compartilhe em suas Redes Sociais:

Letras de Msica com temas Animais:

bulletBater das asas

bulletCavalos Do Co

bulletLeilo

bulletSaudade da minha terra

bulletGato mia xuxa



Dicas Veterinrias:

bulletDirofilariose canina: uma ameaa para a sade do homem e dos animais

bulletSeu bicho cabe no seu bolso? veja quanto ter um pet custa por m?s, em mdia

bulletRao cuidados fundamentais no armazenamento

bulletO tumor do tero em ces

bulletAie :anemia infecciosa equina



Ver todas as Dicas Veterinrias
Colunistas - Veterinrios que escrevem sobre temas aos leitores

bullet Helosa Helena Amaro>

bullet http://rastrosdafama1.blogspot.com.br/p/o que e.html>

bullet Nome, Telefones, Endereo, Email, Website, facebook ou outras redes sociais>

bullet Arlette Farias FISH GARDEN (19) 32365073 Campinas SP>

bullet Bruno Evaristo>



Cinema, Filmes e Seriados:

bulletUma cilada para roger rabbit

bulletMulher-gato (catwoman)

bulletUm gato em paris (une vie de chat)

bulletDeu a louca nos bichos

bulletManda-chuva o filme (don gato y su pandilla)



Ver todos os filmes e seriados

Livros Animais

bulletGato viriato

bulletSinopse do livro 97 maneiras de fazer seu cachorro sorrir

bulletA princesa e o sapo

bulletCachorro tem cada uma

bulletCes de guerra

Ver todos os Livros

Digite aqui a palavra-chave


© Desde 2000 na Web - CONTEÚDOANIMAL.com.br - Todos os direitos reservados - Créditos