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Como v rus famoso em cruzeiros cria medo na olimp ada de inverno


 


Lee


Imagem: Lee Jin-man/AP


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Karla Torralba


Do UOL, em São Paulo


19/02/2018 12h20


Quase 300 pessoas infectadas pelo norovírus, em PyeongChang, na Coreia do Sul, incluindo dois atletas, durante a Olimpíada de Inverno ligou o sinal de alerta nas autoridades e delegações dos países que competem no evento. Existe até mesmo um certo medo sobre uma possível epidemia mundial da doença, pois há preocupação de que as delegações possam trazer a doença para os seus países ao fim da Olimpíada. O vírus não é tão novidade assim, mas um velho conhecido principalmente dos cruzeiros cheio de turistas que navegam pelo mundo inteiro.


“O norovírus é responsável por surtos em navios, escolas e comunidades, por exemplo. Certamente já circula por aqui (Brasil) por recebermos muitos cruzeiros. É aquele caso que todo mundo tem diarreia durante o cruzeiro. Ele já existe no mundo inteiro e, se tem uma Olimpíada, tem uma chance de disseminação, mas não é o caso de achar que o fato de ter nos países da Ásia faria o vírus chegar aqui no Brasil. Ele já circula por aqui”, explicou o médico infectologista Kleber Luz.


Seguranças que trabalhariam nos Jogos foram isolados dias antes da cerimônia de abertura por causa da doença. Dois atletas suíços também foram confirmados com o norovírus e já se recuperaram. Nesta segunda (19), os jornais norte-americanos também publicaram que o pai de James Wisniewsk, um dos jogadores da seleção de hóquei dos Estados Unidos, também foi contaminado. “Estávamos em um táxi e ele começou a vomitar”, contou o atleta à imprensa internacional.


Apesar de ser muito contagiosa (através da ingestão de alimentos e água contaminada e contato com pessoas doentes), a doença geralmente não é fatal e é parecida com o conhecido rotavírus. Causa forte diarreia, febre, vômitos e náuseas. A pessoa infectada precisa ficar isolada e receber auxílio médico, principalmente por conta da grande desidratação que o vírus causa.


“A disseminação é muito fácil e a pessoa contagiada deve ficar isolada. Não pode usar o mesmo banheiro dos outros. É parecido com uma virose. A pessoa chega a ter de 8 a 12 evacuações. A pessoa perde muito líquido. Pode cair o nível de potássio. Se acomete um idoso, por exemplo, pode causar problemas mais graves. É muito difícil ser fatal, a não ser que já tenha outras doenças como alguém que tenha problema nos rins. As lesões no intestino podem levar ao desenvolvimento de intolerância à lactose, mas isso não é causado diretamente pelo vírus", disse o doutor Kleber Luz.


O cuidado com os atletas brasileiros na Coreia do Sul


Basta uma pessoa infectada para que a disseminação seja possível. A delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno toma os cuidados necessários para que nenhum dos nove atletas e integrantes do grupo sejam contaminados.


“O Comitê Organizador tem todos os cuidados para que a doença não entre na Vila Olímpica. Qualquer caso de suspeita, as pessoas são colocadas em quarentena. A vila é considerada um lugar sem risco. O Comitê sabe de qualquer atleta que tenha os sintomas e isso aumenta a segurança. Os atletas foram instruídos detalhadamente sobre isso. Tanto as medidas para não contaminação quanto para falarem qualquer suspeita quanto a isso. Todas as normas estão sendo seguidas”, relatou o médico da delegação brasileira na Olimpíada de Inverno, Roberto Nahon.


Os atletas brasileiros cumprem as orientações do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o norovírus, como lavar sempre as mãos, usar antissépticos nas áreas comuns e relatar qualquer alteração gastrointestinal.


Em nota, o COI afirmou que “o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang e as organizações de saúde da Coreia do Sul criaram uma força-tarefa e está colocando em prática as orientações para lidar com o norovírus, que são baseadas nas práticas internacionais. Nesses casos, há três tipos de ações depois que um caso é confirmado e que foi feito: colocar a pessoa contaminada em quarentena; a limpeza sanitária das áreas; e informar a população que pode ser atingida das medidas e precauções que precisam ser tomadas. Continuamos a monitorar a evolução da situação através do Comitê Organizador Local e esperamos qualquer atualização das autoridades públicas diariamente”.



Fonte da Notícia: https://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/2018/02/19/como-virus-famoso-em-cruzeiros-cria-medo-na-olimpiada-de-inverno.htm



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