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Efeitos do estresse fisiológico em peixes


Por Rosana Ferreira 

Peixes mantidos confinados, seja no aquarismo ou na produção intensiva (piscicultura), freqüentemente são submetidos a estresse, as custas de conseqüências para sua saúde e desenvolvimento.  Para uma boa manutenção, torna-se necessário conhecê-los e eliminá-los, se quisermos que nossos peixes vivam de maneira saudável e não apenas sobrevivam.

Mas o que seria propriamente estresse?  Trata-se de um conjunto de respostas não específicas do organismo, a fatores que ameaçam seu equilíbrio homeostático (Barton, 2002). Assim, em peixes, as principais causas seriam:

– Transporte e manuseio

– Confinamento inadequado

– Contaminantes

– Baixo teor de oxigênio

– Parâmetros físico-químicos incompatíveis com a espécie e choques (de parâmetros e térmico)

– Alta concentração de matéria orgânica.

– Presença de predadores

– Deficiência nutricional

– Super população

E tal qual em todos os outros vertebrados, o estresse se expressa primeiramente por respostas hormonais, seguidas por respostas de parâmetros fisiológicos e químicos e finalmente, pelo comprometimento de desempenho, mudanças de comportamento e suscetibilidade a doenças.

Os agentes estressores podem ser de curta, moderada ou intensa duração Nos dois primeiros casos, o organismo pode gerar uma resposta adaptativa, onde o equilíbrio do organismo pode ser recuperado. No entanto, quando o estresse tem duração prolongada, há uma resposta negativa ao seu estado de saúde, tornando-se um dos principais fatores da ocorrência de doenças e altas taxas de mortalidade. (Conte 2004)

Claro que em ambientes naturais, os peixes também são submetidos a situações estressantes, no entanto, são temporárias e o peixe logo consegue recuperar-se, como por exemplo, na perseguição por um predador, onde o animal é capturado ou consegue esquivar-se.

No caso do aquarismo, parecem ser os estressores de natureza química os mais observados.  Abrange aquários superlotados, ocorrência de espécies fora de seu pH de conforto, índices de amônia, nitrito e outros parâmetros inadequados e medicamentos em excesso ou incorretos.

Efeitos do estresse

Não detalharei todas as causas separadamente, visto que algumas dispensam maiores comentários ou ocorrem em conjunto com algumas que desenvolverei aqui. Outras, pelo fato de alongarem demasiadamente o conteúdo.

No caso do transporte, o estresse reside na perda de parte do muco pelo trauma da captura e do manuseio, essa perda reverte em grande demanda energética e aumento da perda de sais, debilitando o peixe, além da exposição a altos níveis de amônia.

Aquários com superlotação tendem a apresentar altas taxas de amônia e/ou diminuição da taxa de oxigênio na água. A manutenção nessas condições, aliada a degradação de matéria orgânica (fezes, urina) e restos de ração e outros detritos origina um ambiente péssimo para o crescimento e desenvolvimento dos peixes, expondo-os ao estresse crônico.

A demanda de O² depende da espécie, tamanho, consumo de alimento, atividade, temperatura da água, etc…Quando a demanda supera a capacidade do tanque, ocorre a hipóxia (falta de oxigênio). Pode acontecer à noite, quando as algas e plantas macrofilas também consomem O², (competindo desta forma com os peixes), podendo causar a morte de todos os exemplares.

Embora algumas espécies mais rústicas tenham resistência a este processo, a duração crônica dessa situação poderia comprometer seu desenvolvimento.

Agora vamos falar sobre o pH (Potencial Hidrogênio Iônico), que tem grande importância para a sobrevivência dos peixes, pois interfere no crescimento e processo de osmorregulação. Os peixes conseguem se adaptar a uma faixa limitada de pH, ocorrendo uma deterioração gradual do organismo à medida que o pH se afasta do normal ou ideal.

A maioria dos peixes tropicais se desenvolve na faixa de pH compreendida entre 6,0 e 9,0. Abaixo ou acima dela, as funções deixam de ser desempenhadas em toda sua plenitude, principalmente em algumas espécies menos adaptáveis.

Cada espécie possui seu pH ideal, e é neste ideal que a reprodução é desempenhada com sucesso, pois nela o organismo dispõe da energia que seria gasta no caso da necessidade de adequar-se, já que este processo só se dá a custa de muito gasto energético.

Alimento em excesso, água de má qualidade, super população e grande quantidade de raízes e folhas mortas (grande quantidade de matéria orgânica em decomposição), podem ocasionar a variação brusca do pH, o que chega a ser letal.

Nesse processo de estresse, independente do fator causador, o organismo requer grande quantidade de energia, para acionar uma resposta rápida a esse tipo de situação, vencendo-a ou evitando-a.

No que se refere a sua ação sobre o crescimento, ocorre interferência no metabolismo, resultando em alterações do sistema endócrino que é o responsável pela regulação do crescimento. Simplificando, o hormônio do crescimento (GH) é inibido. Isso é extremamente prejudicial, visto que este hormônio está relacionado ao crescimento de músculos, ossos e vísceras.

Quando a causa do estresse não pode ser evitada, outros sinais comportamentais são emitidos, tais como: mudanças no ritmo e padrão de natação, alterações da freqüência alimentar, aumento da procura de abrigo, agressividade, redução do comportamento territorial.

Outras observações dão conta de que o estresse causa aumento ou diminuição da concentração do sangue nos peixes, devido a alterações de parâmetros hematológicos (do sangue). Além disso, pode afetar o peso, causando diminuição deste nos exemplares marinhos e aumento nos de água doce, além de distúrbios osmóticos.

Cada espécie possui um limite dentro do qual o organismo consegue trabalhar com relação às alterações nas concentrações de seus fluídos. Se isso acontece com muita freqüência ou por muito tempo, o organismo se desgasta e quando esse esforço se manifesta através de sintomas, a saúde do peixe pode estar severamente comprometida.

Nesse ponto, o organismo já se encontra em fase de exaustão, afetando a imunidade, tornando-os vulneráveis as doenças e aos parasitas que possam estar presentes. Então, o peixe perdeu a capacidade de adaptação e pode muitas vezes chegar à morte.

Além disso, quando dessas condições crônicas ou severas de estresse, diversas pesquisas têm demonstrado a inibição do desempenho reprodutivo. Pois estes têm seus processos reprodutivos perturbados devido à depressão da glândula pituitária, causando decréscimo dos níveis de gonadotropinas e dos níveis de hormônios esteróides, bem como redução do tamanho dos ovos e da qualidade das larvas.

Então, quando alertas são feitos de maneira construtiva, não se trata de depreciar um aquarista. É preciso ter em mente que os corpos dos peixes funcionam como os nossos, dependentes de um delicado equilíbrio, envolvendo a produção de muitos hormônios, os quais estão sujeitos a influências do meio em que estão inseridos e que se esse equilíbrio for perturbado, estamos muitas vezes condenando nossos peixes a danos irreparáveis ou até mesmo a morte.  Somente com o respeito a esse equilíbrio, conseguiremos o sucesso no que diz respeito a reprodução, vigor, saúde e longevidade de nossos peixes.



http://www.aquarismopaulista.com/estresse peixes/

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