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Anestesia você tem medo?


Monitoração, uso de equipamentos de alta qualidade, fármacos adequados e condução da prática por médico veterinário qualificado tornam o procedimento anestésico seguro


Anestesia: esta palavra lhe causa medo? Há muito tempo os donos de cães e gatos têm dificuldade para lidar com ela. Quando o animal é idoso ou sofre de alguma doença, como cardiopatia ou insuficiência renal, por exemplo, a situação fica ainda pior. A coluna Meu Pet desta semana desmistifica a anestesia veterinária e prova que ela oferece riscos, mas também é segura e muitas vezes necessária para determinados procedimentos. Leia:


Os principais pontos a serem observados são que a anestesia deve ser realizada por médico veterinário que tenha conhecimento na área, fazendo uso dos fármacos certos, nas doses exatas e com equipamento específico. Muitas vezes, apenas uma anestesia local com lidocaína é suficiente, como no caso de coleta de material para biópsia de pele, por exemplo. Alguns animais, por serem mais agitados ou não aceitarem a manipulação, precisam ser sedados para se tornarem mais permissivos, tendo redução da dor e do estresse. Procedimentos mais invasivos, de duração longa, ou cirurgias extensas normalmente exigem anestesia geral, que pode ser intravenosa, inalatória, uma associação de ambas ou mesmo acrescentando-se bloqueios com anestésico local.


E se o animal for velhinho? O fato de o pet ser idoso não veta a anestesia. Na maioria das vezes quando se opta por não fazer um determinado procedimento, como o odontológico ou uma cirurgia abdominal, por exemplo, o perigo é maior do que o risco anestésico. Para prevenir das ameaças, o veterinário certamente pedirá exames complementares para escolher o melhor protocolo anestésico para o seu pet.


Exames de sangue, como hemograma, função renal e hepática (do fígado), e dosagem de albumina têm grande valia para avaliar o risco da anestesia. É importante a realização de avaliação cardíaca para a escolha do protocolo. Alguns cardiopatas que estão compensados podem ser anestesiados se forem utilizadas as drogas adequadas que não prejudiquem tanto a força de contração e não causem arritmias. Mesmo as cirurgias mais simples ou eletivas, como a castração, por exemplo, necessitam de exames pré-anestésicos. A condição de saúde do pet, a idade e/ou doença pré-existente definirão quais exames serão necessários e qual o risco. Em cães e gatos acima de 07 anos de idade o ideal é que também seja realizado um eletrocardiograma prévio.


Foto cedida


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A utilização do monitor cardíaco para a realização de eletrocardiograma prévio aumenta a segurança da anestesia


Outro ponto importante é a questão da monitoração. A observação da pressão sanguínea pode ser feita por meio de aparelhos que determinam se o pet está hipotenso (pressão baixa), normotenso (normal) ou hipertenso (alta) durante a cirurgia. Isso assegura ao profissional o momento de intervir. Outro parâmetro de alta importância é a saturação de oxigênio pelo oxímetro de pulso. Esse equipamento é colocado normalmente na língua ou nos dedos do paciente e nos diz como estão as trocas gasosas – se está faltando ou não oxigênio para o animal. Devemos também nos preocupar com a temperatura corpórea do nosso amiguinho, pois os fármacos utilizados normalmente interferem na regulação da temperatura, deprimindo o sistema nervoso central, tornando o paciente hipotérmico. Portanto, são utilizados colchões térmicos, soro aquecido, aquecimento do ambiente e outros aparatos para conservar o calor do corpo do animal. Durante a anestesia são colocados sobre o pet alguns fios que permitem ao anestesista monitorar a frequência cardíaca e o acessar o eletrocardiograma do paciente durante o procedimento anestésico. Assim, arritmias podem ser identificadas e corrigidas com drogas quando necessário.


A famosa anestesia inalatória é controlada pelo “vaporizador”, responsável por transformar o anestésico líquido num vapor que será inalado pelo pet via sonda ou máscara. O equipamento calibrado é o mais seguro, pois com ele sabemos exatamente o quanto de anestésico volátil está sendo mandado para o animal, diferentemente do universal, cujo controle é feito “a olho” – em muitos lugares esse último não é mais utilizado.


A Medicina Veterinária avançou nos últimos anos em relação à utilização de novas drogas, bem como na questão da melhoria dos equipamentos para monitoração e das técnicas para promover melhor analgesia durante e depois do procedimento.


Foto cedida


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Vaporizador calibrado – maior controle do analgésico inalado


Monitoração, uso de equipamentos de alta qualidade, fármacos adequados e condução da anestesia por profissional qualificado tornam o procedimento anestésico seguro e uma ferramenta muito importante na Medicina Veterinária. Então, não tenha medo! Somente se informe e tome ciência sobre o tema… Vai dar tudo certo! Boa anestesia ao seu pet! :)



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bullet Dra Renata Avancini Médica veterinária, formada pela Universidade de Santo Amaro em 2007. Mestre e Doutora em Ci?ncias pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de S?o Paulo (USP), em 2009 e 2012 respectivamente. Graduada em 2014 no Curso de Especialização em Produção e Sanidade de Animais de Biotério pela FMVZ USP. Experi?ncia em clínica geral, medicina regenerativa, biotecnologia com concentração em células tronco e experi?ncia em doc?ncia na disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos. Professora de Anatomia Veterinária da Faculdade das Metropolitanas Unidas (FMU) e na Universidade Paulista (UNIP). Médica veterinária na CURAVET. Contato: contato@curavet.com.br>



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