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Dilema de fim de ano: fogos de artifício x pets



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Evite proteger o animal de algo que não ofereça perigo a ele, a fim de não reforçar o comportamento do medo


Entre o Natal e o réveillon aumenta a incidência de trovões – devido ao período chuvoso, assim como explodem fogos de artifício – por causa das festas, aterrorizando os bichanos


Vem chegando o final do ano e, mais uma vez, preocupamo-nos com os pets. Entre o Natal e o réveillon aumenta a incidência de trovões, devido ao período chuvoso, e também explodem fogos de artifício por toda parte e o tempo todo, fazendo com que alguns de nossos amiguinhos fiquem aterrorizados com esses ruídos.


Estamos cansados de ouvir histórias de animais que durante o período dos fogos de artifício fugiram e nunca mais foram encontrados. Há casos de cães que se machucaram ao tentar passar por portas e janelas ou que se debateram para se esconder em locais diminutos. São famosos os relatos de pets que ficaram tão apavorados que, trêmulos e desesperados, chegaram a urinar e a defecar sobre si.


Fisiologicamente, a resposta ao medo envolve várias áreas do cérebro. Quando os animais percebem uma situação ameaçadora ou perigosa, eles reagem instintivamente para sobreviver. Preparam-se para o confronto ou a fuga; ocorre aumento da frequência cardíaca e pressão sanguínea; a respiração fica intensa; há diminuição da sensação de dor; intensifica-se o reflexo de sobressalto; hormônios de estresse são liberados, e aparece o comportamento defensivo.


Existe uma estrutura no cérebro chamada locus cerúleo, que é a principal área envolvida e ativada no momento do medo. Suspeita-se que a amígdala, outra área específica do cérebro, reconhece o alarme a partir do locus cerúleo e imediatamente traz memórias de acontecimentos passados que provocam o medo. Sendo assim, torna-se difícil contornar tal situação. Respostas de medo são causadas por tendências comportamentais genéticas, experiências ambientais (algum acontecimento que gerou “trauma”) e doença física.


O que podemos fazer para resolver ou minimizar o problema? Nunca puna o animal ou utilize técnicas que causem medo. Segundo o zootecnista e adestrador Gustavo Turolla, não devemos acalmar ou proteger o cão nervoso, pois isso pode reforçar o medo de algo pelo qual ele não deveria se assustar. O proprietário não deve ficar nervoso ou ansioso. “Recomendo que ele ignore o comportamento de medo do pet, emitindo outros ruídos para distrai-lo, buscando petiscos e fazendo brincadeiras”, diz o profissional.


A exposição a ruídos gravados ou filmados bem baixinhos é uma técnica interessante. Os sons podem aumentar gradualmente, conforme a evolução do treinamento – chamamos isso de exercícios de exposição, que vêm acompanhados dos comandos “senta” e “fica”. É necessária uma recompensa altamente valorizada quando ele responder adequadamente ao ruído, como um petisco ou o brinquedo favorito (guardados para serem oferecidos somente nessa situação), ocorrendo o reforço positivo. “O ideal é começar o treinamento antes da época de fogos e chuvas, pois a exposição ao estímulo durante o período de treino pode prejudicar o progresso de todo o processo”, explica Gustavo.


Durante os fogos ou as tempestades, mantenha o animal dentro de casa ou leve-o para outro local à prova de som. Em certos casos, medicamentos são necessários e somente o veterinário os prescreverá com segurança. Expor o filhote de maneira suave e gradual a diferentes estímulos (luzes, sons, manipulações e movimentos) durante os primeiros meses de vida é a melhor maneira de torná-lo destemido. Isso fará com que ele seja mais seguro e equilibrado na idade adulta.


Foto cedida


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É importante expor o filhote desde cedo a variados estímulos


Não se esqueça de manter o pet identificado com telefone, nome e endereço na coleira, principalmente nessa época do ano, a fim de que numa eventual fuga ele possa ser encontrado e devolvido rapidamente. Trancar bem as portas, os portões e tomar cuidado com janelas de vidro ou outras estruturas que possam machucá-lo num momento de pâ;nico também são cuidados que o proprietário de animais de estimação deve ter.


Previna-se para evitar uma série de problemas relacionados ao medo de fogos e trovões dos pets. Utilize e estimule fogos de artifício sem som. Lembre-se de que toda vez que um rojão estoura, algum animal de estimação e seu tutor sofrem. Pense duas vezes antes de comprar o artifício. Respeito é necessário a qualquer espécie. Boas festas!



Contatos dos Autores:
Janaina Biotto Camargo http://www.vilachicopethotel.com.br/ Médica veterinária graduação (2003), residência e mestrado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu; Área de atuação em Anestesiologia, Acupuntura e Terapias complementares.



O conteúdo presente no texto acima é responsabilidade dos Autores citados

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bullet Kadu Camargo Professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, responsável pelo G.E.R.E. (Grupo de Estudos em Reprodução Equina PUCPR); Doutorando do Programa de Pós Graduação em Medicina Animal: Equinos, na área da Reprodução Equina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). E mail: kaducamargo@gmail.com Leia mais sobre esse assunto em https://www.revistahorse.com.br/imprensa/cuidados durante a gestacao de eguas os primeiros 60 dias sao os mais criticos/20170410 175102 j086

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