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Dioctofimose renal


O parasita Dioctophyma renale consiste em um nematódeo, popularmente conhecido como verme gigante renal, que tem sido descrita em diferentes espécies de animais e também no homem. Com relação às espécies de animais domésticos, afeta com maior frequência os cães, embora já tenha sido descrito em suínos, felinos, equinos e bovinos, além de diferentes animais silvestres.


São vermes delgados, de coloração avermelhada, que podem alcançar, quando adultos, até 45 cm de comprimento, com 3 a 6 mm de diâ;metro, os machos, e até 103 cm de comprimento e 5 a 13 mm de diâ;metro os nematódeos do sexo feminino.


Quando no interior dos rins, as fêmeas adultas colocam os seus ovos, que são liberados ao meio externo juntamente com a urina do animal parasitado, com os ovos podendo permanecer viáveis por até 2 anos em ambiente adequado. Dentro de 1 a 7 meses, esses ovos eclodem, liberado larvas que, ao serem ingeridas pelos hospedeiros intermediários, como o anelídeo oligoqueta aquático Lumbriculis variegatus, evoluem para a larva do grau II, passando, por conseguinte, para o estágio de Larva infestantes dos graus III e IV.


Quando outros animais, como os cães, ingerem os hospedeiros intermediários infectados pela larva, esses se tornam hospedeiros definitivos, pois já abrigam o verme adulto.


Este nematódeo se instala no rim de seus hospedeiros definitivos, alimentando-se do parênquima desse órgão, resultando em danos irreparáveis ao órgão, podendo levar à morte de seus hospedeiros. Estes parasitas também podem ser encontrados no interior da cavidade abdominal, uma vez que podem destruir por completo um dos rins de seu hospedeiro, passado, então, a destruir as suas vísceras. Quando o parasitismo é de apenas um dos rins, o hospedeiro pode sobreviver por um longo período de tempo, apresentando somente sintomas de cólicas renais.


O diagnóstico é feito por meio da identificação dos ovos do parasita na urina do animal.


Até o momento, a única forma de tratamento é a remoção dos parasitas por meio de cirurgia, ou até mesmo, ressecção cirúrgica do rim acometido.



Débora Carvalho Meldau

O conteúdo presente no texto acima é responsabilidade dos Autores citados

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