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Araracanga

 araracanga
Como ler uma caixa taxonómicaararacanga
ara macao - two at lowry park zoojpg
estado de conservação
status iucn31 lc ptsvg
pouco preocupante (iucn 31)
classificação científica
reino: animalia
filo: chordata
classe: aves
ordem: psittaciformes
família: psittacidae
género: ara
espécie: a macao
nome binomial
ara macao
(linnaeus, 1758
distribuição geográfica
distribuição da araracanga
distribuição da araracanga
a araracanga (ara macao linnaeus, 1758) é a terceira maior representante do gênero ara,[1] que reúne araras e maracanãs ocupa um grande território na américa que vai do sul do méxico até o norte do estado brasileiro do mato grosso é uma das aves mais emblemáticas das florestas neotropicais, mas sua população vem declinando e em algumas áreas já foi extinta ou está em grande perigo a população centroamericana está particularmente ameaçada[2][3][4] entretanto, a iucn em 2009 classificou o estado da espécie globalmente como pouco preocupante (lc)[5] também é conhecida como aracanga, ararapiranga, arara-vermelha, arara-macau[6]
índice
[esconder]
1 taxonomia e descrição
2 ocorrência, ameaças e conservação
3 comportamento, alimentação e reprodução
4 importância cultural
5 referências
6 ligações externas
taxonomia e descrição
foi descrita pela primeira vez por lineu em 1758 tradicionalmente tem sido considerada uma espécie monotípica, como a international union for conservation of nature (iucn) ainda o faz, mas há alguns anos foi proposta a divisão em duas ou três subespécies o integrated taxonomic information system (itis) reconhece apenas duas: ara macao macao (linnaeus, 1758), presente na américa do sul, e ara macao cyanopterus (ou cyanoptera) wiedenfeld, 1995, que ocorre na américa central[5][7][8]
os indivíduos desta espécie pesam cerca de 1,2 kg,[9] com até 89 cm de comprimento sua plumagem geral é vermelha com verde, asas em azul e amarelo, e face nua e branca os olhos vão do branco ao amarelo têm pernas curtas e uma longa cauda pontuda, asas largas, um bico largo, curvo e forte com parte superior branca e inferior negra, e pés zigodáctilos, que os tornam hábeis escaladores e manipuladores de objetos quando voam e se alimentam emitem um característico grito forte e rouco, como um rraaaah,[1][10] e são capazes de articular sons imitando palavras humanas ou vozes de outros animais[6]
ocorrência, ameaças e conservação
a ara macao ocorre em uma vasta área americana, indo do sul e leste do méxico até o panamá, com um hiato, então continuando por todo o norte da américa do sul até o norte do mato grosso, incluindo regiões adjacentes do maranhão, pará e bolívia no peru e equador ocorre em toda parte a leste da cordilheira dos andes[5] já foi vista até no nordeste da argentina[11] a iucn indica como países nativos da ara macao belize, bolívia; brasil; colômbia; costa rica; equador; guiana francesa; guatemala; guiana; honduras; méxico; nicarágua; panamá; peru; suriname; trinidad e tobago e venezuela foi introduzida pelo homem em porto rico,[5] e algumas áreas urbanas dos estados unidos, europa e outros pontos da américa latina[8]
sua população total é estimada entre 20 e 50 mil indivíduos, mas está em declínio entretanto, o número é considerado ainda expressivo, o que, junto com a sua grande área de ocorrência e o ritmo relativamente lento do seu declínio populacional, fez a iucn declarar a ara macao como em condição pouco preocupante (lc) [5] porém, há um consenso de que a espécie precisa receber atenção já foi declarada como ameaçada na lista cites[3][9][6]
de fato, há muitas razões para se preocupar e os esforços até agora têm sido insuficientes para reverter a tendência de queda populacional em el salvador foi extinta[5] e desapareceu do leste do méxico e da costa pacífica da nicarágua e honduras[9] no panamá[4] e na costa rica está ameaçada,[3]e na guatemala,[12] peru e venezuela se tornou rara[8] em belize é muito rara, calculava-se em 1997 a existência de apenas 30 indivíduos, embora um grupo adicional tenha sido mais tarde redescoberto[13]a subespécie cyanoptera, que ocorre na américa central, já se tornou extremamente rara e sua extinção fora de reservas especialmente bem protegidas é considerada inevitável[4] as maiores ameaças para esta espécie são a destruição do seu ambiente e a caça predatória, estando entre as aves mais cobiçadas no tráfico ilegal de animais silvestres[14][9] como a sua longa e vistosa cauda não cabe nos ninhos, fica para fora, o que a denuncia facilmente para os caçadores, e como seu ciclo reprodutivo é longo, sua população cresce devagar[1][9] em alguns lugares ainda é caçada pela carne[11]
por outro lado, vários países adotaram medidas de conservação, criando leis e reservas, e projetos privados de monitoramento de ninhos, mapeamento de populações, educação ambiental e criadouros para soltura também estão sendo realizados, com resultados positivos[4][3][15][12][9][16] ela se tornou um grande atrativo no ecoturismo de algumas regiões, o que pode contribuir para sua conservação[17][18][9][11]
comportamento, alimentação e reprodução
araracangas se alimentando de barro junto com araras-de-barriga-amarela e papagaios
prefere viver em altitudes não superiores a 1000 m,[11] nas galerias das florestas tropicais, úmidas ou secas, frequentando os estratos arbóreos superiores, embora desça ao solo em ocasiões[1][5] pode viver nas beiras das matas, nos descampados, desde que sobrevivam algumas árvores grandes e altas, e habitar até áreas suburbanas se não for molestada[19] prefere a proximidade dos rios, mas pode obter água também de depósitos naturais em bromélias e forquilhas de troncos[1] gosta de tomar banho de chuva e entre seus hábitos está roer muita madeira não tem grande fôlego, sendo capaz só de voos curtos, mas é um excelente escalador e acrobata das árvores manipula seus alimentos com uma pata com grande habilidade e parece gostar de se divertir com objetos vários que encontra[6] pelo seu tamanho quase não tem predadores, mas felinos e aves de rapina de grande porte podem caçá-la[11]
é uma espécie muito gregária e pode conviver com outras araras e papagaios voa em pares ou grupos de três, unidos frouxamente a um grande grupo alimenta-se em grupos grandes, preferencialmente de sementes de frutos ainda verdes, mas também come frutos maduros, folhas, larvas, flores, brotos, néctar e ocasionalmente terra, para obter suplementos minerais e eliminar toxinas da dieta tem um importante papel de dispersora de sementes no equilíbrio de seus ambientes, e como prefere as sementes, muitas vezes descarta as polpas dos frutos, que caem ao solo ou ficam expostas, sendo consumidas por outras aves, insetos e mamíferos que de outra forma não teriam acesso a elas com seu bico poderoso abre sementes muito duras, cujas sobras também servem de alimento para outras espécies[1][10][20][9][6][11]
um exemplar empalhado e um manto indígena confeccionado com suas penas, museu etnológico de estocolmo
ara macao em gravura de edward lear
os casais são monogâmicos e inseparáveis nidificam geralmente em ocos de troncos, muitas vezes de árvores mortas, mas também em fendas em paredões de rocha colocam de um a três ovos, que a fêmea choca por 22 a 34 dias (há discordância entre os autores), sendo alimentada pelo macho os filhotes nascem em dias diferentes, implumes, cegos e indefesos ambos os pais cuidam da ninhada e a defendem com vigor, mas pode ser atacada por répteis e mamíferos as crias comem uma papa regurgitada pelos pais e com dois a três meses deixam o ninho, mas permanecem junto dos pais por algum tempo, aprendendo como viver na floresta sua plumagem adulta só é conseguida aos dois anos atingem a maturidade sexual aos três anos e podem viver em média de 40 a 60 anos[1][9][6] já foram registrados exemplares com 75 anos em cativeiro[11]
importância cultural
esta arara é uma figura destacada em muitas culturas indígenas americanas desde tempos imemoriais[21] foi identificada em murais em bonampak[22] e foi esculpida em pedra em copán, ambos monumentos da cultura maia,[23] que a identificava com o calor solar e a associava à deidade primordial chamada sete araras[24] entre os astecas era a ave que carregava até a vida além-túmulo as almas dos mortos nascidos no 11º dia de sua semana de treze dias[25] uma arara, identificada como provavelmente a macao, era a principal deidade aviforme na cultura izapan[26] suas penas, usadas em adornos e artefatos religiosos, foram encontradas em muitos ítens arqueológicos, incluindo múmias do peru[22] também foi encontrado um esqueleto parcial desta arara sobre a cabeça de um esqueleto humano em um enterramento no panamá, que pode ter sido de um xamã[27] entre os bribri da costa rica era um animal protetor; suas penas vermelhas eram usadas em ritos de cura e em cerimônias fúnebres para afugentar maus espíritos e iluminar o caminho dos mortos até o novo mundo a água que elas bebiam de ocos em troncos também era considerada curativa[23] desde antes da chegada de colombo foi muito procurada, na região do norte do méxico e sudoeste dos estados unidos, para retirada de plumas, para funções rituais e para domesticação, com um grande centro de criação em paquimé[28]
atraiu de imediato a atenção também do homem branco assim que ele chegou à américa esta arara aparece no primeiro mapa do brasil, datado de 1502 existem indícios de que os descobridores europeus já haviam-na encontrado na última década do século xv, em 1498, na desembocadura do rio orinoco[6] jean de léry a considerou uma das duas aves mais belas do mundo, junto com a arara-de-barriga-amarela[29]
ainda hoje está presente nas culturas indígenas que sobreviveram[6] como exemplo, os yanomami, nos ritos ligados à entidade mítica wasulumani, representada pela ara macao, evitam o uso de penas multicores para não ofendê-la, competindo com seu esplendor, e seus adornos se limitam a penas de cores preta e branca[30] além disso, sua imagem aparece nas obras de vários artistas antigos e contemporâneos de todo o mundo, seja em pintura, gravura, fotografia e outras técnicas, incluindo estamparia de tecidos[31][32][33][34][35][36][37][38] sua imagem também já foi impressa em selos[39][40]
um exemplar domesticado
a ara macao é também muito apreciada como animal de estimação como outras de sua família, é muito sociável e dócil, mas sua criação é bastante trabalhosa, pois são aves grandes que exigem amplas instalações e precisam de muito estímulo do tratador; pessoas que passam a maior parte do dia fora de casa não devem manter esta espécie em cativeiro, além de ser imprescindível oferecer-lhes brinquedos diversos com que possam se exercitar e manter-se ocupadas em outros horários podem também causar algum incômodo por serem animais naturalmente barulhentos para que se mantenham saudáveis a dieta deve ser variada, incluindo sementes, vegetais e frutas frescas é recomendável disponibilizar um osso para que obtenham cálcio e desgastem o bico sempre em crescimento como seus hábitos incluem roer madeira, as gaiolas devem ser de metal, e devem possuir uma área grande para que possam voar à noite a gaiola pode ser coberta para manter as aves tranquilas e habituá-las a horários definidos muitos criadores costumam cortar parte de suas penas alares para diminuir sua capacidade de voo e mantê-las sob o alcance e controle elas podem ser treinadas para imitar a voz humana e podem ser manipuladas, desde que com gentileza e atenção sob estresse, na forma de gaiolas pequenas, má alimentação, maus tratos ou recebendo pouca atenção, podem desenvolver doenças e comportamentos aberrantes, incluindo aumento da agressividade e da destrutividade, que podem chegar até a automutilação[41][2]

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