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Perdigueiro português

 PERDIGUEIROPORTUGUES

País de origem: Portugal
Nome no país de origem: Perdigueiro Português
Utilização: Cão de caça.
Sujeito à prova de trabalho para campeonato internacional.
RESUMO HISTÓRICO: o cão Perdigueiro Português é originário da Península
Ibérica e descende do antigo Perdigueiro Peninsular, ancestral comum de outros cães
de aponte. Evoluiu adaptando-se ao clima, ao terreno, à caça e por uma seleção
sócio-cultural imposta pela especificidade dos portugueses que os estavam criando
há séculos com o propósito da caça. A raça conserva as características morfológicas
e funcionais semelhantes às atuais. Sua existência em Portugal pode ser documentada,
pelo menos, desde o século XII. No século XIV era conhecido como “Podengo de
Mostra”, já evidenciando a sua capacidade para a caça como esporte. Era criado em
canis da realeza e da nobreza e utilizados na falcoaria. No século XVI, já nomeado
“Perdigueiro” (derivado de perdiz), que era comumente usado pelos plebeus. A
definição das atuais características e a disseminação por um grupo de criadores e
caçadores começou no primeiro quarto do século XX.
APARÊNCIA GERAL: de tamanho médio, retilíneo, tipo bracóide, forte, mas de
construção harmoniosa, aliada à uma grande elasticidade de movimentos. Visto de
perfil, a linha superior e a inferior formam uma elegante silhueta.
PROPORÇÕES IMPORTANTES: corpo quadrado ou quase quadrado. A relação
entre o crânio e o focinho é de 6:4; e a relação entre a altura na cernelha e a profundidade
do peito é de 2:1.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: é um cão do tipo extremamente
afetivo, forte, capaz de grande resistência e devoção. Calmo e muito sociável, mas
um pouco arrogante com outros cães. Curioso por natureza, trabalha com persistência
e vivacidade. Um cão de caça sempre entusiasmado, permanecendo sempre em
contato com o caçador.
CABEÇA: de tamanho proporcional em relação ao corpo, bem construída e
harmoniosa em suas dimensões. Dá a impressão de ser maior do que é. Ligeiramente
volumosa, nem ossuda nem carnuda. Revestida de pele flácida, fina e sem rugas.
Retilínea, quando vista de perfil e quadrada, quando vista de frente. Convergência
dos eixos crânio-faciais longitudinais superiores.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: quadrado, linha superior quase plana, quando vista de frente e ligeiramente
arqueada, quando vista de perfil, com um comprimento que não deve exceder 6/10
do comprimento total da cabeça, com índice cefálico de 60%. Visto de frente, a testa
é quase plana, alta, larga e simétrica, ligeiramente arqueada de perfil. Arcos superciliares
bem desenvolvidos. Sulco frontal largo e pouco profundo. Protuberância occipital
apenas perceptível.
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Stop: bem definido (90-100°).
REGIÃO FACIAL
Trufa: o ângulo entre a cana nasal e o lábio superior é de 90°. Trufa de boa
conformação, com narinas bem desenvolvidas, úmidas e abertas. Preta.
Focinho: retilíneo e horizontal, adequadamente largo em toda sua extensão, sendo
seu comprimento 4/10 do comprimento da cabeça.
Lábios: lábios superiores pendentes, quadrados de perfil, formando um ângulo reto
com a cana nasal, semicircular nas bordas, quando vistos de perfil. Vistos de frente,
formam um ângulo agudo na borda inferior. Unem-se aos lábios inferiores por
comissuras flácidas e pregueadas, com os cantos caídos. Boca medianamente fechada,
com mucosas irregularmente pigmentadas, deve ter uma boa oclusão permitindo
uma normal sobreposição dos lábios superiores.
Maxilares / Dentes: dentição saudável, correta e completa, com a mordedura em
tesoura.
Bochechas: paralelas. Prega retro-comissural apenas perceptível, com a região da
parótida cheia.
Olhos: expressivos, com vivacidade, marrons, de cor mais escura que a da pelagem;
de forma oval, tendendo a serem arredondados; grandes mas não em demasia, de
inserção nivelada e preenchendo a órbita; pálpebras finas e bem abertas, com
pigmentação preta.
Orelhas: inseridas altas,acima do nível dos olhos, na parte posterior da cabeça;
pendentes, em superfície quase plana, com um ou dois sulcos longitudinais quando
em atenção; triangulares, mais largas na base que nas pontas, numa proporção de 2,5
x 1, e com as pontas arredondadas. O comprimento das orelhas deve ser ligeiramente
superior ao do crânio. Finas, macias, revestidas de pelos finos, densos e muito
curtos.
PESCOÇO: reto; ligeiramente arqueado no terço superior; comprimento não inferior
ao comprimento da cabeça, não muito grosso e com uma curta barbela na garganta.
O pescoço deve unir-se à cabeça de uma maneira elegante, com uma inclinação de
aproximadamente 90°; sua união com o tórax não deve ser acentuada.
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TRONCO
Linha superior: retilínea, elevando-se ligeiramente da garupa à cernelha.
Cernelha: não muito alta.
Dorso: curto, largo, retilíneo e ligeiramente inclinado até a região lombar, a qual deve
unir-se de maneira uniforme.
Lombo: curto, muito largo, com fortes músculos, ligeiramente arqueado e em perfeita
união com a garupa.
Garupa: de largura proporcional em relação ao lombo, de conformação harmoniosa,
com um eixo ligeiramente oblíquo e com uma garupa levemente caída.
Peito: profundo e largo, com boa amplitude de tórax, que deve ser mais desenvolvido
no sentido da altura e profundidade do que na largura, descendo até os cotovelos.
Costelas bem arqueadas e bem largas na sua parte superior, dando à cavidade torácica,
por elas circunscrita, a forma de uma ferradura com as partes terminais dos seus
ramos encontrando-se no esterno.
Linha inferior e ventre: ligeiramente elevada do esterno à virilha. Um delgado ventre
se une ao quadril formando uma circunferência; a distância que separa o quadril da
última costela, dá aos flancos uma aparência curta e bem acoplada.
CAUDA
Natural: de comprimento médio, não devendo ultrapassar o jarrete. Reta, de inserção
média, grossa na base e afilando ligeiramente para a ponta. Bem inserida, em perfeita
continuidade com a linha da garupa. Em repouso, a cauda cai naturalmente, mas
nunca entre as pernas. Em movimento, a cauda eleva-se horizontalmente ou ligeiramente
acima da linha superior, mas nunca verticalmente ou em forma de foice. A cauda
balança de um lado para o outro, quando o cão se movimenta.
Cortada: de modo a cobrir os genitais, sem ultrapassá-los.
MEMBROS
Anteriores: retos, quando vistos pela frente e perfeitamente paralelos com a linha
central do corpo. Vistos de perfil, são verticais e dão uma aparência geral de grande
estabilidade, apoio e facilidade natural de movimento.
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Ombros: longos, com inclinação média, bem inseridos e fortemente musculosos.
Ângulo escápulo-umeral de 120°.
Braços: rentes ao tórax. Seu comprimento deve estar de acordo com os ombros e
sua angulação deve ser proporcional.
Cotovelos: separados do tórax pela axila, secos, bem descidos, equidistantes da
linha central do corpo, não virando nem para dentro, nem para fora. Ângulo úmeroradial
de 150°.
Antebraços: separados do tronco, longos, retos e perpendiculares ao solo, quando
vistos de frente ou de perfil.
Carpos: em perfeita continuação com o antebraço.
Metacarpos: largos, ligeiramente inclinados.
Patas: proporcionais ao tamanho dos membros, com tendência a serem mais para
redondas do que longas, mas sem terem aparência de “patas de gato”. Dedos bem
formados, juntos, uniformes e fortes para darem um bom apoio. Almofadas fortes e
bem desenvolvidas, pretas, grossas, duras e resistentes. Unhas fortes, duras e
preferencialmente pretas.
Posteriores: aprumados, quando vistos por trás, e preferentemente paralelos com a
linha central do corpo; com aprumos normais, quando vistos de perfil.
Coxas: longas, largas e bem musculosas. As nádegas formam uma linha curva mais
ou menos acentuada, longa e com uma musculatura ligeiramente elástica. Ângulo
coxofemoral de 95°.
Joelhos: ligeiramente abaixo do abdômen, mas não muito afastados dele; ligeiramente
proeminentes e ligeiramente virados para fora. Ângulo fêmuro-tibial de 120°.
Pernas: bem posicionadas, seu comprimento deve ser proporcional ao da coxa;
suas obliquidades devem estar em proporção à inclinação da garupa.
Jarretes: suficientemente angulados e bem posicionados, secos, largos e grossos.
Ângulo tíbio-társico de 145°.
Metacarpos: de altura média, verticais, quase cilíndricos, de espessura regular e
delgados.
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Patas: idênticas às anteriores, porém, ligeiramente mais longas.
MOVIMENTAÇÃO: com passada normal, fácil e elegante. Polivalente em seu
trabalho e adaptável aos diferentes terrenos, climas e tipos de caça; o movimento
alterna entre um simples galope de suspensão e um trote amplo, fácil e rítmico.
PELAGEM
Pelo: curto, forte, bem assentado, duro e denso, cobrindo o corpo uniformemente,
com exceção das axilas, virilhas e regiões perianal e genital, onde o pelo é mais ralo e
macio. É mais fino e curto na cabeça, especialmente nas orelhas, onde tem uma
aparência aveludada. Não tem subpelo.
COR: amarelo nas tonalidades claras, médias e escuras; sólida ou com marcas brancas
na cabeça, pescoço, peito e nas extremidades inferiores dos membros, abaixo dos
cotovelos e jarretes e na ponta da cauda, quando não cortada.
TAMANHO / PESO
altura na cernelha: machos: 56 cm +/- 4cm.
fêmeas: 52cm +/- 4cm.
Peso: machos: 20 – 27 kg
fêmeas: 16 – 22 kg
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como
falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem
estar do cão.
• Comportamento: timidez
• Cabeça: a relação crânio / focinho muito diferente de 6/4. Estreita. Protuberância
occipital pronunciada. Seios frontais muito desenvolvidos. Sulco frontal
pronunciada. Presença de rugas.
• Trufa: de outra cor que não seja a preta.
• Focinho: curto ou longo.
• Lábios: superiores não quadrados. Comissuras não perceptíveis. Incorreta
pigmentação das mucosas.
• Mordedura: em pinça.
• Olhos: pequenos, claros, inexpressíveis; muito redondos.
• Orelhas: de inserção média, muito grandes ou pequenas, bordas pontudas.
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• Pescoço: muito curto. Sem barbela ou barbela muito pronunciada.
• Corpo: peito pouco desenvolvido.
• Cauda: muito curta quando natural, de inserção muito baixa ou de porte atípico
(vertical ou em forma de foice).
• Membros e patas: viradas para dentro ou para fora; patas espalmadas.
• Pelagem: pelo macio.
FALTAS GRAVES
• Comportamento: muito tímido.
• Cabeça: a relação crânio / focinho muito diferente de 6/4. Stop pouco definido.
Eixos crânio-faciais superiores paralelos.
• Focinho: inclinado.
• Olhos: inclinados. Estrabismo.
• Orelhas: carnudas, de inserção baixa; excessivamente dobradas ou enroscadas.
• Corpo: linha superior selada ou carpeada. Garupa muito inclinada. Tronco muito
longo, tórax redondo. Ventre esgalgado.
• Pelagem: manchas brancas fora dos limites estabelecidos pelo padrão.
• Tamanho: gigantismo ou nanismo.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
• Comportamento: agressividade ou timidez excessiva.
• Cabeça: atípica, com o focinho convexo; muito longo ou curto demais; crânio
muito estreito. Eixos crânio-faciais superiores divergentes.
• Trufa: totalmente despigmentada.
• Maxilares: prognatismo inferior ou superior.
• Olhos: desiguais na forma ou no tamanho; de cores diferentes. Olhos marmorizados,
cegueira congênita.
• Surdez: congênita ou adquirida.
• Corpo: completamente atípico, mostrando sinais de cruzamento com outras raças.
• Pelagem: pelo diferente do tipo da raça.
• Cor: albinismo. Outra cor além das descritas no padrão.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos
e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualificado.



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