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Grande cão japonês

 GRANDECAOJAPONES

País de origem: Japão

Desenvolvimento: Estados Unidos da América
Nome no país de origem: Great Japanese Dog (Anteriormente Akita Americano)
Utilização: Companhia
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingues Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Suzanne Blum
Impresso em: 01 de julho de 2003.
GRANDE CÃO JAPONÊS
RESUMO HISTÓRICO: Originalmente a história do Grande Cão Japonês
(antigamente Akita Americano) é a mesma que do Akita Japonês.
Desde 1603, provindo da região de AKITA, os cães chamados “AKITAS MATAGIS”
(cães de tamanho médio para caça ao urso) foram usados como cães de briga. A partir
de 1868, esta raça foi cruzada com o Tosa e com Mastiffs. Como conseqüência destes
cruzamentos, o tamanho aumentou, mas as características associadas dos cães tipo
Spitz foram perdidas. Em 1908 as rinhas de cães foram proibidas, mas os Akitas
foram preservados e aperfeiçoados como uma grande raça japonesa. Como resultado,
nove exemplares de nível superior foram designados “Monumentos Naturais”, em
1931. Durante a segunda guerra mundial (1939 - 1945), usava-se as peles dos cães
para confeccionar vestes militares. A polícia ordenou a captura e confisco de todos os
cães, menos os Pastores Alemães que eram usados para fins militares. Alguns criadores
aficcionados tentaram enganar a lei e cruzaram seus cães com Pastores Alemães. No
fim da segunda guerra mundial, o número de akitas estava drasticamente reduzido e os
cães apresentavam três tipos diferentes.
1. Os Akitas Matagis,
2. Os Akitas de briga,
3. Os Akitas / Pastoreiros.
Isto criou uma grande confusão na raça. Durante o processo de restauração da raça
pura, após a guerra, Kongo-Go, um cão com linha de sangue DEWA, teve uma
temporária, mas tremenda popularidade. Um grande número de Akitas desta linha de
sangue que tinham características de Mastiff e Pastor Alemão foram levados para os
Estados Unidos pela força militar. Os Akitas da linha DEWA, inteligentes e capazes
de se adaptarem a qualquer ambiente, fascinaram os Estados Unidos e a linha foi
desenvolvida com crescente número de criadores e ganhou muita popularidade.
O Clube Americano de Akitas foi criado em 1956 e o American Kennel Club (AKC)
aceitou a raça (inscrições no livro de origens e estatutos regulares de exposição) em
1972. Infelizmente, nesta época, o AKC e o JKC (Japanese Kennel Club) não entraram
em acordo, quanto ao reconhecimento recíproco de seus pedigrees, e assim, as portas
foram fechadas para qualquer introdução de novas linhas de sangue japonesas. Assim
sendo, os Akitas dos Estados Unidos ficaram consideravelmente diferentes daqueles
do Japão, país de origem. Eles desenvolveram um tipo único nos Estados Unidos,
com características e tipos que não mudaram desde 1955. A situação é sensivelmente
diferente com os Akitas do Japão, que foram cruzados com Akitas Matagis no intuito
de restaurar a raça pura original.
APARÊNCIA GERAL: cão de tamanho grande, de estrutura sólida, bem balanceado,
com muita substância e ossatura pesada. A cabeça larga, formando um triângulo obtuso,
com focinho profundo, olhos relativamente pequenos, e as orelhas eretas, portadas
para frente quase em linha com o pescoço, que é uma característica da raça.
PROPORÇÕES IMPORTANTES:
• a relação da altura na cernelha com o comprimento do corpo é de 9 a 10 nos
machos e de 9 a 11 nas fêmeas.
• a profundidade do peito é igual a metade do cão na cernelha.
• a distância da ponta do nariz ao stop corresponde à distância do stop ao occipital
como 2 para 3.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: amigável, alerta, receptivo, digno,
dócil e corajoso.
CABEÇA : maciça, mas em equilíbro com o corpo, sem rugas quando o cão está em
repouso. Vista de cima, a cabeça forma um ângulo obtuso.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: plano e largo entre as orelhas. Um sulco superficial estende-se bem acima da
testa.
Stop : bem definido, mas não muito abrupto.
REGIÃO FACIAL
Trufa: larga e preta. Ligeira despigmentação é aceita em cães brancos, mas preta
(bem pigmentada) é sempre preferível.
Focinho: largo, profundo e cheio.
Lábios: pretos. Não pendentes; língua rosa.
Maxilares / Dentes: maxilares não arredondados, mas uniformes; fortes e poderosos.
Dentes fortes com regular e completa dentição, de preferência mordedura em tesoura,
mas torquês é aceitável.
Olhos: de cor marrom escura, relativamente pequenos, não proeminentes, de forma
quase triangular. As pálpebras são bem aderentes e pretas.
Orelhas: firmemente erguidas e pequenas em relação à cabeça. Se a orelha for dobrada
para a frente, para medir seu comprimento, a ponta deve tocar a borda da pálpebra
superior. São triangulares, ligeiramente arredondadas nas pontas, largas nas bases,
não inseridas muito baixas. Vistas de perfil, as orelhas são anguladas ligeiramente
acima dos olhos em prolongamento com a linha superior do pescoço.
PESCOÇO: grosso e musculoso com um mínimo de barbela, relativamente curto
ficando mais largo em direção aos ombros. Uma curvatura pronunciada da nuca se
funde harmoniosamente na base do crânio.
TRONCO: mais longo do que largo. Pele não muito fina, nem muito aderente, nem
muito solta.
Dorso: reto.
Lombo: firmemente musculoso.
Peito: largo e profundo. Costelas bem arqueadas com caixa torácica bem desenvolvida,
linha inferior moderadamente recolhida.
CAUDA: forte e bem peluda, de inserção alta, portada sobre o dorso ou apoiando
contra o flanco. Eenrolada em 3/4 do seu tamanho, duplamente ou completamente
enrolada; sempre caindo sobre ou abaixo do nível do dorso. A raiz da cauda é grossa
e forte. A ponta da cauda desenrolada atinge a ponta do jarrete. A pelagem da cauda é
dura, reta e densa com nenhuma aparência de pluma.
MEMBROS
Anteriores: pernas dianteiras de ossatura forte e retas quando vistas de frente.
Ombros: fortes e possantes com uma inclinação moderada para trás.
Metacarpos: ligeiramente inclinados para a frente formando um ângulo de
aproximadamente 15° em relação à vertical.
Posteriores: fortemente musculosos, largura e ossos idênticos aos anteriores. Ergôs
nos posteriores, normalmente, são removidos.
Coxas: fortes, bem desenvolvidas; vistas por trás, paralelas.
Joelhos: moderadamente angulados.
Jarretes: bem descidos, não virando nem para fora nem para dentro.
Patas: pés de gato, direcionados para a frente; dedos bem arqueados com almofadas
grossas.
MOVIMENTAÇÃO: movimentação poderosa cobrindo o solo com alcance e
propulsão moderada. A perna posterior se move na mesma linha que a perna anterior.
O dorso se mantém firme e reto.
PELAGEM
Pêlo: duplo. Subpêlo grosso, macio, denso e mais curto que o pêlo externo que é reto,
rígido, duro e ligeiramente afastado do corpo.
O pêlo da cabeça, na parte anterior dos membros e nas orelhas, é mais curto. O
comprimento do pêlo na cernelha e sobre a garupa é de aproximadamente 5 cm, o que
é ligeiramente mais longo que no resto do corpo, exceto na cauda, onde a pelagem é a
mais longa e mais abundante.
COR: qualquer cor como vermelho, fulvo, branco, etc, como também malhado ou
tigrado. As cores são brilhantes e claras e as manchas são bem balanceadas com ou
sem máscara ou faixa branca. Cães brancos (sólido) não têm máscara. Os malhados
apresentam sobre o fundo branco grandes manchas igualmente distribuídas que cobrem
a cabeça e mais de 1/3 do corpo. O subpêlo pode ter uma cor diferente do pêlo externo
(cobertura).
TAMANHO: Machos: 66 a 71 cm.
Femeas : 61 a 66 cm.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento
deve ser desqualificado.




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