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Cão de santo humberto

 CAODESANTOHUMBERTO

País de origem: Bélgica
Nome no país de origem: Chien de SaintHubert
Utilização: Sabujo de grande Montaria, cão de
pistagem e cão de família. Ele foi e sempre será um cão de caça que, por possuir um faro excepcional, é utilizado tanto para achar a pista de um animal ferido, como também na prova de procura ao sangue de pessoas desaparecidas nas operações policiais. Pela sua construção funcional, o Bloodhound é dotado de uma grande resistência, o que lhe permite seguir sem esforço uma pista sobre uma longa distância e de 
terrenos acidentados.
Sujeito à prova de trabalho para campeonato internacional.
RESUMO HISTÓRICO: Sabujo de grande tamanho e cão de faro por excelência,
tendo origens muito antigas. Há séculos é conhecido e apreciado por seu faro
excepcional e por suas boas aptidões para a caça. Ele foi criado em Ardennes pelos
monges da Abadia de Saint Hubert. Ele seria o descendente dos sabujos de cor preta ou
preto e fogo, que trabalhavam para o monge Hubert que mais tarde foi nomeado Bispo
e depois, quando canonizado, tornouse
o padroeiro dos caçadores. Esses grandes
cães sabujos difundiramse
nas Ardennes devido à presença de grandes animais de
caça que se escondiam nas grandes fl orestas dessa região.
Os cães de Saint Hubert eram de construção muito robusta. Sua resistência
especialmente na caça de perseguição ao javali era muito elogiada. Os primeiros
cães de Saint Hubert eram pretos, mais tarde, pretos e fogo. No século XI, esses
cães foram importados para a Inglaterra por Guillaume, o Conquistador. Na mesma
época, cães do mesmo tipo, mas com a pelagem completamente branca, chamados
“TALBOT”, também foram importados. Na Inglaterra, os cães importados começaram
a ser criados. O produto da criação desses cães de Saint Hubert foram chamados de
BLOODHOUND (cão de sangue), que vem de “blooded hound”, signifi cando um
hound de puro sangue, portanto, de raça pura. Depois a raça se desenvolveu também
nos Estados Unidos; nos estados do sul, foram utilizados especialmente para a procura
de escravos fugitivos.
APARÊNCIA GERAL: cães de caça e sabujos, maciços, de tamanho grande, os
mais possantes de todos os sabujos. Ele é harmonioso nas suas linhas, dotado de uma
forte ossatura, de uma boa musculatura e de muita substância, mas sem impressão de
ser pesado. Sua estrutura é alongada, inscrita num retângulo. O conjunto é potente e
cheio de nobreza. Sua atitude é imponente. A cabeça e o pescoço atraem a atenção por
possuírem uma pele abundante, fl exível e fi na, pendente em dobras profundas. Sua
movimentação é impressionante, mais para lenta, com um certo balanço. É fl exível,
elástica e livre. Nenhuma característica pode ser exagerada a ponto de quebrar a
harmonia do todo, de dar uma aparência grosseira e menos ainda de prejudicar a
saúde ou o bemestar
do cão. Possíveis exageros podem ser mencionados: olhos muito
profundos ou muito pequenos, pálpebras distendidas, pele abundante e frouxa, com
muitas dobras e essas, bastante profundas. Muitas barbelas, cabeça muito estreita. Cães
muito grandes, com corpo pesado ou maciço demais, são igualmente indesejáveis,
porque apresentam prejuízo no que tange à sua utilidade.
PROPORÇÕES IMPORTANTES
· comprimento do corpo / altura na cernelha: 10/9.
· altura do peito / altura na cernelha: 1/2.
· comprimento da cabeça / comprimento do corpo: 3/7.
· comprimento do focinho / comprimento da cabeça: 1/2.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: dócil, gentil, plácido e sociável perante
as pessoas. Particularmente ligado a seu dono. Tolerante com seus companheiros de
canil e outros animais domésticos. É antes de tudo reservado e obstinado. É sensível
tanto aos elogios quanto às correções. Jamais agressivo. Sua voz é muito grave, mas
ele não é um ladrador.
CABEÇA: imponente, majestosa e cheia de nobreza, é o ponto característico da
raça. É alta, porém estreita em relação ao seu comprimento. A estrutura óssea é bem
visível. As faces laterais são planas e o perfi l é quadrado. O focinho é sensivelmente
paralelo à linha superior prolongada da testa. A pele, abundante e fi na, forma sobre a
testa e as bochechas rugas e dobras profundas, caindo quando a cabeça está portada
baixa e se prolongando dentro das dobras das barbelas fortemente desenvolvidas. A
pele é menos abundante nas fêmeas.
REGIÃO CRANIANA: o crânio é alto, longo, mais para estreito e as faces laterais,
planas. As arcadas sobreciliares são pouco proeminentes, apesar do que possam
parecer. A protuberância occipital é muito desenvolvida e distintamente saliente.
Stop: pouco marcado
REGIÃO FACIAL
Tr ufa: preta ou marrom; sempre pretas nos cães preto e fogo. A trufa é larga, bem
desenvolvida e as narinas bem abertas.
Focinho: tão longo quanto o crânio; alto, largo perto das narinas e de largura igual
em todo seu comprimento. A cana nasal é reta ou um pouco convexa (ligeiro nariz
de carneiro).
Lábios: muito longos e pendentes. Os lábios superiores cobrem os lábios inferiores,
o que dá um perfi l quadrado ao focinho. Próximos às comissuras, atrás, eles fi cam
carnudos (menos pronunciados nas fêmeas) e se fundem imperceptivelmente nas
barbelas abundantes. As bordas dos lábios superiores descem mais ou menos 5 cm
mais baixo do que o maxilar inferior. A borda dos lábios é bem pigmentada, preta ou
marrom, de acordo com a cor da trufa.
Maxilares / Dentes: dentição completa; mordedura em tesoura; dentes fortes e
brancos, regularmente inseridos em maxilares bem desenvolvidos. Mordedura em
torquês é tolerada.
6
Bochechas: são magras com cavidades, especialmente abaixo dos olhos.
Olhos: marrom escuros ou avelã, de um tom mais claro (âmbar) nos cães sem sela
ou capa preta. Olhos de tamanho médio; ovais; sem lacrimejar; nem salientes,
nem profundos nas órbitas, deixando a íris completamente visível. Pálpebras sem
irregularidade nos seus contornos, adaptadas normalmente ao globo ocular; pálpebras
inferiores um pouco distendidas, de maneira que um pouco da conjuntiva seja visível,
são toleradas. De modo algum os cílios podem tocar ou incomodar os olhos. A
expressão é doce, gentil e digna, o olhar é ligeiramente melancólico.
Orelhas: fi nas e fl exíveis, cobertas de pêlos curtos, delicadas e aveludadas ao toque;
a cartilagem da orelha é muito longa, ultrapassando no mínimo a extremidade do
nariz quando colocadas sobre a cana nasal. Orelhas inseridas muito baixas no nível
dos olhos ou mais baixas, ao lado da cabeça, caindo em dobras graciosas, enroladas
para dentro e para trás (orelhas em sacarolha).
PESCOÇO: longo, de forma que o cão possa seguir a pista com o nariz no chão.
Fortemente musculoso. A pele da garganta é solta e extremamente desenvolvida,
apresentando barbela dupla, menos pronunciada nas fêmeas.
TRONCO: As linhas superiores e inferiores são quase paralelas.
Cernelha: ligeiramente marcada.
Dorso: reto, largo, longo e sólido.
Lombo: largo, forte, curto, muito ligeiramente arqueado.
Garupa: Bem musculosa, quase horizontal, jamais caída, bem larga e bastante
longa.
Peito: de formato oval, longo, alto, formando nitidamente uma crista entre os
anteriores. Caixa torácica, sufi cientemente longa. Antepeito e ponta do ombro, bem
salientes. Costelas bem arqueadas, nem planas, nem em barril.
Linha inferior: quase horizontal; debaixo do peito, bem descida. Flancos bem cheios,
largos e descidos; ventre só ligeiramente levantado.
CAUDA: longa, forte, espessa, inserida alta no prolongamento da linha dorsal,
diminuindo gradualmente para a extremidade. Portada em sabre. Em ação, a
cauda é curvada graciosamente acima da linha dorsal, jamais enrolada ou desviada
lateralmente. A parte de baixo da cauda é coberta de um pêlo duro de mais ou menos
5 cm que fi ca progressivamente mais curto na extremidade.
MEMBROS
Mem b r os a n t er ior es: bem musculosos,
possantes, retos e perfeitamente paralelos.
Ombros: longos, bem oblíquos e musculosos,
mas não carregados.
Br aços: longos, oblíquos e formam uma boa
angulação com os ombros.
Cotovelos: bem aderentes; nem cerrados, nem
soltos.
Antebraços: retos, de ossatura forte e redonda.
Per nas: fi rmes.
Metacarpos: robustos e bem aprumados, vistos de frente; vistos de perfi l, ligeiramente
inclinados para a frente.
Patas anteriores: compactas, muito sólidas, não virando nem para fora, nem para
dentro. Dedos bem arqueados, bem articulados e cerrados (pés de gato); Almofadas
espessas e sólidas. Unhas curtas e robustas.
Membros posteriores: sólidos, muito bem musculosos, em harmonia com os membros
anteriores. Vistos por trás, paralelos; nem fechados, nem abertos.
Coxas: de bom comprimento e fortemente musculosas.
J oelhos: bem angulados; não virando nem para fora, nem para dentro.
Per nas: sufi cientemente longas e fortemente musculosas.
J arretes: sólidos, bem descidos e bem angulados.
Metatarsos: fortes e curtos.
Patas posteriores: como as anteriores.
8
MOVIMENTAÇÃO: o julgamento da movimentação do Bloodhound é extremamente
importante. Movimentandose
normalmente, trotando, o passo é lento, elástico e
livre, cobrindo mais terreno do que qualquer outro sabujo e o que é característico,
rolando, sem andar obliquamente. Os posteriores se colocam bem atrás, com uma boa
propulsão. A amplitude dos movimentos dos anteriores e dos posteriores é igual e a
linha superior permanece horizontal. Os membros se movem paralelamente, mas em
grande velocidade se juntam (single tracking). A cauda é portada alta, em forma de
sabre (sem que a curvatura esteja muito pronunciada). O Bloodhound deve ser capaz
de manter um trote de longa duração sem mostrar sinais de cansaço.
PELE: fl exível sobre o corpo inteiro, frouxa e elástica. A pele fi na, muito frouxa e
abundante sobre a cabeça é muito característica. Sobre a testa e as faces laterais do
focinho, a pele forma dobras que são pendentes e mais marcadas ainda quando a
cabeça está portada baixa. De qualquer maneira, rugas ou dobras exageradas na testa
e nas arcadas sobreciliares não devem jamais prejudicar os olhos. Dobras de pele no
corpo, devido a uma pele demasiadamente ampla, não são desejadas.
PELAGEM
Pêlo: sobre o corpo, o pêlo é raso e curto, denso, bastante duro e resistente às
intempéries. Sobre a cabeça e as orelhas, o pêlo é muito curto e suave ao toque. A
parte debaixo da cauda é coberta por pêlos um pouco mais longos e mais duros.
COR: podese
distinguir 3 cores de pêlo: os bicolores preto e fogo, fígado e fogo e
o unicolor vermelho. Nos cães preto e fogo, a parte do preto varia pelo fato de ser
uma sela ou uma capa. No cão com capa, o preto é predominante; o fogo (fulvo) se
encontra só no focinho, nas bochechas, acima dos olhos, no antepeito, nos membros
e na região do períneo. Um cão com sela apresenta manchas fogo mais estendidas
porque o preto se limita, mais ou menos, à parte dorsal. As mesmas disposições das
zonas coloridas se pressentem mais nos bicolores fígado e fogo. As cores não são
sempre bem fi rmes, nem distintamente delimitadas. Nas partes mais escuras, é possível
que pêlos disseminados mais claros ou de cor texugo apareçam. Uma tal mistura de
pêlos de cores diferentes é admitida. No unicolor vermelho, o vermelho pode variar
do claro ao escuro. Uma cor desbotada de fogo nos bicolores ou de vermelho nos
unicolores é indesejável. Um pouco de branco no peito, nos dedos e na extremidade
da cauda é tolerado, sem ser desejado.
TAMANHO / PESO
altura na cernelha: a ideal é de 68 cm para os machos;
62 cm para as fêmeas.
Tolerância: 4 cm para mais ou para menos.
Peso: machos: mais ou menos 46 a 54 kg.
fêmeas: mais ou menos 40 a 48 kg.
O tamanho e o peso devem estar em harmonia.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta
e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Aparência ger al: muito pesado; pouca substância; ossatura leve; pernalta ou de
pernas curtas; construção mais para quadrada do que retangular; falta de nobreza.
Cabeça: crânio largo e volumoso ou excessivamente estreito; testa fugidia; pele da
testa portada muito para a frente; protuberância occipital pouco pronunciada; stop
muito marcado; cana nasal côncava; focinho curto ou pouco alto; lábios superiores
pouco pendentes.
Tr ufa e lábios: falta de pigmentação.
Dentição: falta de dentes.
Olhos: muito pequenos, muito profundos; pálpebra inferior muito pendente; com
a conjuntiva bastante visível.
Orelhas: muito curtas, muito grossas; inseridas acima do nível dos olhos; aderentes
ou planas demais.
Pescoço: curto; pouca barbela.
Corpo: curto ou muito longo; peito pouco descido; antepeito pouco saliente de
perfi l; costelas planas ou em barril; dorso fraco ou arqueado; garupa muito elevada
ou caída; ventre esgalgado.
Cauda: inserida baixa; cauda de esquilo; em anel; enrolada; com nó ou quebrada;
formando gancho ou desviada;
Membros: demais ou insufi cientemente angulados; braço curto; pobres aprumos
de perfi l (p.ex.: metatarsos anteriores muito oblíquos ou carpos fracos); de frente
(p.ex.: virando para fora ou para dentro, antebraço curto, cotovelos soltos, etc.) ou
por trás (posteriores fechados, abertos ou em barril, jarretes fechados ou abertos
etc.), pés abertos, de lebre ou achatados.
Movimentação: movimento cerrado, aberto; cão que cruza, que atravessa;
movimentos curtos ou muito rígidos; pouca impulsão, má transmissão pelo dorso.
Cor: cores claras ou desbotadas.
Características: inseguro ou nervoso.
FALTAS ELIMINATÓRIAS
Características: cão agressivo ou muito tímido.
Aparência geral: ausência de tipo racial.
10
Dentição: prognatismo superior e inferior; oclusão cruzada; torção.
Tr ufa e lábios: fortemente despigmentados ou de cor rosa; de qualquer outra cor
diferente do preto, nos cães preto e fogo; qualquer outra cor diferente do marrom
ou preto, nos cães sem sela ou capa preta.
Olhos: olhos amarelo claros (olhos de rapina).
Cor da pelagem: todas as cores que não correspondam com a descrição do padrão:
desde manchas brancas muito grandes tal qual o branco que sobe até o carpo ou
jarrete, ou muito branco no peito. Manchas brancas em outro lugar senão no peito,
nos dedos ou na extremidade da cauda, assim como um focinho branco, uma listra
branca, etc.
Tamanho: fora das tolerâncias.
· Um cão com qualquer sinal de anomalias físicas deverá ser eliminado.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos
e acomodados na bolsa escrotal.
· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento



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