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Os 50 anos de os pássaros”, de alfred hitchcock


Musica : Os pássaros (The birds, 1963), uma das obras mais apocalípticas do mestre Alfred Hitchcock, está fazendo, no ano em curso, meio século desde a sua realizaão. 50 anos de Os pássaros? Filme da fase derradeira do exitoso realizador britânico, que a partir da década de 40 se fixou nos Estados Unidos a convite do produtor David Selznick, The birds, no entanto, ainda é de uma época na qual Hitchcock tinha controle absoluto sobre os filmes que fazia na Universal. Em 1964, com o fracasso de Marnie, confissões de uma ladra (Marnie), talvez a sua obra mais pessoal, o filme doente de Hitchcock , segundo palavras de François Truffaut, Hitch perdeu a sua unidade de produção dentro da companhia, e, para o filme seguinte, Cortina rasgada (Torn courtain, 1966), viu-se na incômoda situação de receber ordens superiores. Numa delas, o produtor não aceitou a partirura de Bernard Herrmann, seu partiturista preferido, e obrigou o mestre a aceitar uma trilha mais palatável de John Ascott, menos clássica do que a de Herrmann, segundo o produtor. E assim a carreira de Hitch, ainda que mantendo suas constantes temáticas e estilísticas, foi se afunilando. Topázio (1968) foi mal recebido pela chamada crítica, mas, revisto hoje, é um filme de atributos inegáveis. Saiu do sufoco com Frenesi (Frenzy, 1972), quando voltou a seu torrão natal, Londres, para realizar uma pequena obra-prima. E seu canto de cisne, quatro anos depois, deu-se com Trama macabra (Family plot, 1976), não à altura de obras pretéritas, mas, como todo Hitchcok, obra não menos importante. Grace Kelly, tornada princesa de Mônaco, desapareceu, como seria evidente, dos filmes de Hitch. E Kelly veio a conhecer o Príncipe Rainier, quando filmava, em Mônaco, Ladrão de casaca, que tem como seu parceiro o indefectível Cary Grant. A perda de Grace abalou Hitchcock, que amaldiçoou para o resto da vida a sua ideia de ir a Europa filmar os exteriores desse filme. Assim, sempre à procura de louras, colocou Kim Novak em Um corpo que cai (Vertigo), Vera Miles em O homem errado, Eve-Marie Saint em Intriga internacional, Janet Leigh em Psicose. Mas para Os pássaros, ao conhecer Tippi Hedren, pensou em fazê-la a substituta definitiva de Grace Kelly. Hedren sofreu o diabo em mãos do grande mestre e, para piorar a situação, Hitch se apaixonou por ela e lhe fez um convite, que ela, prontamente, recusou. Para se vingar, na cena em que ela é atacada, no final, pelos pássaros em fúria, o cineasta, desobedecendo as ordens do domador de aves, não suspendeu as filmagens, com o corta , quando ela começa a ser picada pelos birds . Resultado: toda ferida, passou uma semana em leito hospitalar. O momento em que, atiçado fogo num posto de gasolina, que provoca terrível explosão, por causa de um desavisado homem que atira um fósforo depois de acender um cigarro, e a câmera, subjetiva, toma o lugar de uma ave no céu e o que se descortina no enquadramento é a visão da Terra pelo pássaro,surpreende pela magia. A sequência que mostra Tippi Hedren atravessando, num pequeno barco a motor, para entregar os love birds a Rod Taylor é antológica. Feita como homenagem ao cinema mudo (e a Murnau, segundo Hitch), o itinerário da personagem é percorrido sem nenhum som, apenas, perto do final da sequência, o som de um pássaro que, de repente, a agride na testa. Muitos outros momentos são para ficar em antologias do cinema, a exemplo do restaurante, quando várias pessoas, reunidas por causa do ataque, começam a conversar: o bêbado apocalíptico; a ornitóloga que se mostra indiganada com a notícia da invasão das aves, que implica em elogiá-las como pacíficas, mas, paradoxalmente, pede uma galinha assada; a mãe assustada que protege seus filhos etc. Sérgio Augusto, que atualmente escreve uma coluna em O Estado de São Paulo, e já foi um excelente crítico de cinema, escreveu o seguinte (2 de novembro deste ano): Albert Camus, cujo centenário se comemora na próxima quinta-feira, é um fantasma em nossas vidas. Com frequência, o encontramos citado ou evocado, às vezes em obras e circunstâncias inesperadas. Não consigo ver Os Pássaros, de Hitchcock, sem me lembrar de A Peste. Na cena em que Suzanne Pleshette depara-se com uma gaivota morta na porta de sua casa, Bodega Bay transfigura-se em Oran, com pássaros no lugar dos ratos. A sequência de Deus e o Diabo na Terra do Sol em Monte Santo, com o vaqueiro Manuel carregando uma pedra na cabeça, sempre me lembrou a passagem do cozinheiro que paga similar promessa em A Pedra que Cresce, a derradeira narrativa de O Exílio e o Reino, por sinal inspirada num ritual místico presenciado por Camus em Iguape, no interior de São Paulo, na companhia de Oswald de Andrade e um motorista que era a cara de Augusto Comte.” Em Os pássaros, Tippi Hedren faz uma milionária que se apaixona por solteirão que mora na cidade litorânea de Bodega Bay em San Francisco. Durante um fim de semana, presencia, aterrorizada, ataques de gaivotas, pardais, corvos, até que toda a população entra em pânico como se estivesse diante de um apocalipse. Para a época, os efeitos especiais intrigaram os espectadores, porque os pássaros são verdadeiros e domados, para as filmagens, por um especialista. A inspiração de Hitch veio de um livro de Daphne de Maurier. O compositor preferido do mestre, Bernard Herrmann, compôs uma trilha com o barulho das aves, original e insólita. Segundo Antonio Moniz Vianna, em crítica ao filme feita quando do seu lançamento no Rio no segundo semestre de 1963), no já extinto jornal Correio da Manhã: (…)O fato é que se revoltaram, e o que The birds narra é essa revolta organizada, ou a vingança dos pássarosa contra a civilização – ou contra a humanidade, que por séculos e séculos os tem caçado e comido, quando não os faz prisioneiros e lhes transforma a vida em artifício. Motivos, tem todos. A sua revolta pode ser absurda, mas é sobretuda legítima – e por que absurda, se a fantasia tem a sua lógica poderosa, e se Hitchcock observa essa lógica sem explicações desnecessárias e com o cinismo mais brilhante e eficiente? Como fantasia, The birds se desvincula de toda a filmografia de Hitchcock sem deixar, por isso, de refletir o estilo do cineasta, tanto na qualidade de seu suspense como na sua afinidade com várias daquelas ‘histórias que eles não me permitirão contar na tv’ – segundo o título da coleção de contos editada por Hitchcock e na qual caberia perfeitamente The birds.” P.S: TABU, de Miguel Gomes Com o reinado do ditador Salazar, o cinema português, honradas as poucas exceções, entrou numa era de mediocridade, mas nas últimas décadas, desaparecido o gestor autoritário e com a emergência da Revolução dos Cravos, em 1974, a cinematografia lusitana renasceu para ver povoar os corações e mentes dos cinéfilos do mundo inteiro as obras importantes de um Manoel de Oliveira (que, na verdade, centenário hoje, filma desde os anos 40), João Paulo Rodrigues, Ricardo Costa, entre outros, e nos últimos anos o florescimento da filmografia de Miguel Gomes, que, com Tabu, em cartaz pelo Brasil, está a deixar (como diz o português) os cinéfilos assombrados com a sua verve criativa. Inspirado livremente, e, também, uma homenagem de cinéfilo, ao grande Friedrich Wilhelm Murnau (Nosferatu, A última gargalhada…), autor do Tabu de 1931, que realizou em parceria com o documentarista Robert Flaherty, este recente Tabu (que seria mais surpreendente ainda se não se conhecesse Aquele querido mês de agosto) constitui-se numa obra que é uma verdadeira expressão genuina da arte do filme. O crítico luandense Saymon Nascimento assim se manifestou no Facebook: Incrivelmente bonito o Tabu, de Miguel Gomes, fábula colonial meio muda e em preto e branco cheia de um romantismo antiquado que grita em todas as cenas: P O R T U G A L. Há uma beleza indescritível na voz de um velho contando a história do amor de sua vida, com o cinema ilustrando a sua memória dele do mesmo jeito que os nossos pensamentos vêm à mente ou, talvez, reproduzindo a nossa capacidade de recriar mentalmente histórias que ouvimos: não há som, é pura imagem estimulada pelo relato externo. Que raio de filme lindo! Aliás, dava uma bela sessão dupla com Vocês Ainda Não Viram Nada, de Resnais, outro filme deste ano sobre histórias contadas e completadas apenas na cabeça de quem ouve, ganhando particularidades, multiplicidades. Ambos os filmes têm interesse metalinguístico nesse processo de continuidade do cinema/narrativa na cabeça de quem é público. São filmes que manifestam interesse em não ser apenas a história contada, e sim a história projetada.”

Autores http://terramagazine.terra.com.br/blogdoandresetaro/blog/2013/11/05/1282/




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