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Raiva equina


 


Raiva-equina


Autor: Dr Marcelo Maia


 


INTRODUÇÃO


A raiva é uma enfermidade viral infecciosa, de notificação obrigatória, invariavelmente fatal, que afeta o sistema nervoso central (SNC) de pessoas e de quase todas as espécies de mamíferos domésticos e silvestres. É considerada uma das zoonoses de maior importância em saúde pública, não só por sua evolução drástica e letal, como também por seu elevado custo social e econômico. A raiva em herbívoros no Brasil é determinada principalmente pela presença do morcego vampiro, ou morcego hematófago “desmodus rotundus”. Eqüinos podem ser incluídos dentre as espécies mais afetadas pelos morcegos vampiros.


FORMA DE TRANSMISSÃO


A raiva em eqüinos é normalmente transmitida através da mordedura de morcegos hematófagos. No Brasil, há diversas espécies de morcegos que se alimentam de sangue, sendo a mais importante o Desmodus rotundus. Os morcegos hematófagos atuam como portadores reservatórios e transmissores de raiva por vários meses, podendo ou não desenvolver a doença. Além dos morcegos, outros animais silvestres, como raposas, podem atuar como portadores ou reservatórios do vírus.  Para a transmissão da raiva, é necessário o contato de saliva contendo o vírus com uma solução de continuidade (ferida) na pele do animal agredido, pois o vírus da raiva não atravessa a pele íntegra. A saliva dos animais transmissores pode estar infectada vários dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas de raiva.


SINTOMATOLOGIA CLÍNICA


Fundamentalmente há três tipos clínicos de raiva nos animais domésticos: 1) raiva furiosa; 2) raiva paralítica; e 3) Raiva muda ou atípica. Quando se trata de raiva transmitida por morcegos, não foram observadas diferenças acentuadas entre as manifestações clínicas nos eqüinos, asininos, muares. Classicamente a raiva apresenta três fases: A fase prodrômica que geralmente é a mais curta, e inclui mudanças de conduta; a fase excitativa, que inclui sinais exacerbados de hiperexcitabilidade e agressividade; e a fase paralítica, que geralmente segue a anterior e cursa com paralisia progressiva.


FORMA DE DIAGNÓSTICO


Qualquer doença que cause encefalite pode provocar sintomas semelhantes aos da raiva. Nos eqüinos, a raiva pode confundir-se com botulismo, enterotoxemia, babesiose, intoxicações e outras doenças com sintomatologia nervosa. Nos eqüinos, deve-se fazer o diagnóstico diferencial em relação à encefalomielite, rinopneumonite e intoxicações. Assim, o diagnóstico clínico é apenas sugestivo, devendo ser confirmado em laboratório. Considerando-se o perigo de contaminação do operador e que a eficiência dos métodos de diagnóstico depende das condições de conservação da amostra, a coleta desse material deve ser feita por médico-veterinário. Em geral, o veterinário encaminha para o laboratório a cabeça do animal refrigeração.


TRATAMENTO E PREVENÇÃO


Uma vez que não há tratamento para a raiva, as medidas de controle e profilaxia baseiam-se na vacinação de animais em áreas de risco e no combate por métodos seletivo ás populações de morcegos hematófagos (uso de redes especiais e pastas anticoagulantes. O morcego Desmodus rotundus é o principal transmissor da raiva dos herbívoros, pois é a espécie de morcegos hematófagos mais abundantes e tem nos herbívoros a sua maior fonte de alimento. É uma doença de notificação obrigatória pelo Ministério da Agricultura que precisa ser imediatamente comunicada ao Órgão de Defesa Agropecuária (IDIARN).


 


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Fig-1) Morcego Desmodus rotundus.


 


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Fig-2) Locais de preferência das mordidas dos morcegos hematáfagos.


 


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Fig 3) Fase furiosa da doença, movimento de pedalagem.


 


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Fig 4: Captura do morcegos como forma de prevenção.



http://www.portaldoequino.com.br:3000/dicas/29

O conteúdo presente no texto acima é responsabilidade dos Autores citados


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