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Estudo comparativo entre as técnicas de esfregaços de punção espl?nica e de sangue periférico para diagnóstico laboratorial de babesia equina na regi?o de jundiaí


A Babesiose ou Piroplasmose é uma doença intraeritrocitária 
(parasita a célula vermelha do sangue) de mamíferos, transmitida 
por carrapatos e causada pelos protozoários dos 
gêneros Babesia e Theileria.


 


Sua ocorrência tem grande importância no meio equestre, pois é uma das principais doenças parasitárias que acometem os cavalos. Animais com anticorpos contra aBabesia, considerados portadores crônicos, tem um nível de desempenho inferior ao dos animais negativos.


 


Apesar da gravidade da doença aguda, há uma grande importância em se diagnosticar os animais com a doença subclínica, pois estes portadores crônicos do parasito, além de serem reservatórios, apresentam reagudizações decorrentes da


queda da taxa de anticorpos, o que leva a prejuízos econômicos gerados pela diminuição do desempenho, inapetência e perda de peso.


 


Nos casos em que o animal apresenta sinais de doença aguda ou sub clínica, podem ser feitos esfregaços de sangue para a visualização do parasito em microscopia óptica.


 


O sangue periférico pode ser proveniente da veia jugular ou facial. Durante a fase latente da doença, o parasito geralmente não é visualizado nos esfregaços de sangue periférico, pois a parasitemia é inferior a 0,01% tornando a sensibilidade dessa técnica muito baixa aumentando assim o número de resultados falso negativos.


 


O baço, por possuir uma importante função na hemocaterese, apresenta maior concentração de hemácias parasitadas, justificando o uso da punção esplênica para o diagnóstico, sendo realizada por meio da colheita de sangue diretamente do órgão e posterior confecção de esfregaço.


 


O objetivo desse estudo foi comparar os resultados obtidos com o uso das técnicas de esfregaço de sangue periférico e de punção esplênica (conhecida também como Punção de Baço) para diagnóstico laboratorial de babesioses em cavalos portadores subclínicos na região de Jundiaí.


 


Foram utilizados 17 eqüinos de raças diversas, sem sinais clínicos de babesiose, com peso médio de 350 Kg, idade entre 6 a 13 anos, de ambos os sexos, dos quais foram colhidos sangue da veia jugular e punção de baço.


 


Para o procedimento da punção esplênica foi utilizada agulha 30x0,8 mm e seringa de 10 ml (vide Figura 1). O local de acesso para a punção do baço localiza-se no décimo-sétimo espaço intercostal do antímero esquerdo.



 


 Figura 1 – Procedimento da punção esplênica


 


No local da punção foi realizada previamente tricotomia e assepsia com Iodo Povidona tópico e álcool iodado. A agulha foi totalmente introduzida em um ângulo de noventa graus com a pele até chegar ao baço (guiada pelo Ultrassom), quando então foi realizada a aspiração do sangue esplênico. Após esse procedimento foram confeccionados os esfregaços sanguíneos em lâmina de microscopia.


 


Após a análise microscópica, no esfregaço de sangue colhido da veia Jugular 6 % dos animais apresentaram resultado positivo para Babesia caballi (vide Figura 2), enquanto que na punção esplênica 29 % apresentaram resultado positivo para a presença de Babesia sp, sendo 80% Babesia caballi e 20% Theileria equi. 


 



 


                                        Figura 2 - Esfregaço sanguíneo de punção esplênica 


                                        mostrando a ocorrência Babesia caballi


 


Conclusão: Os dois métodos são de fácil realização, seguros e pouco invasivos, porém o esfregaço da punção esplênica demonstrou ser mais eficaz para detectar casos latentes de babesiose em equinos (vide Gráfico 1).


 



Gráfico 1 - Comparativo entre esfregaços de punção esplênica 


e de sangue periférico


 



Roberto Delort A. Leite e Laura Celi de Souza Silva 

O conteúdo presente no texto acima é responsabilidade dos Autores citados


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