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por sans-serif size= 1 >s e eacute;rgio greif
foto: marcelle rahal |
helvetica, sans-serif size= 2 >se um pesquisador propusesse testar um medicamento para idosos utilizando como modelo mo e ccedil;as de vinte anos; ou testar os benef e iacute;cios de determinada droga para minimizar os efeitos da menopausa utilizando como modelo homens, certamente haveria um questionamento quanto e agrave; cientificidade de sua metodologia
isso porque assume-se que mo e ccedil;as n e atilde;o sejam modelos representativos da popula e ccedil; e atilde;o de idosos e que rapazes n e atilde;o sejam o melhor modelo para o estudo de problemas pertinentes e agrave;s mulheres se isso e eacute; l e oacute;gico, e estamos tratando de uma mesma esp e eacute;cie, por que motivo aceitamos como cient e iacute;fico que se teste drogas para idosos ou para mulheres em animais que sequer pertencem e agrave; mesma esp e eacute;cie?
por que aceitar que a cura para a aids esteja no teste de medicamentos em animais que sequer desenvolvem essa doen e ccedil;a? e mesmo que o fizessem, como dizer que a doen e ccedil;a se comporta nesses animais da mesma forma que em humanos? mesmo livros de bioterismo reconhecem que o modelo animal n e atilde;o e eacute; adequado
dados experimentais obtidos de uma esp e eacute;cie n e atilde;o podem ser extrapolados para outras esp e eacute;cies se queremos saber de que forma determinada esp e eacute;cie reage a determinado est e iacute;mulo, a e uacute;nica forma de faz e ecirc;-lo e eacute; observando popula e ccedil; e otilde;es dessaa esp e eacute;cie naturalmente recebendo esse est e iacute;mulo ou induzi-lo em certa popula e ccedil; e atilde;o
induzir o est e iacute;mulo esbarra no problema da e eacute;tica e da cientificidade primeira pergunta: ser e aacute; que e eacute; certo, ser e aacute; que e eacute; meu direito pegar indiv e iacute;duos e induzir neles est e iacute;mulos que naturalmente n e atilde;o estavam incidindo sobre eles? segunda pergunta: ser e aacute; que e eacute; cient e iacute;fico, se o organismo receber um est e iacute;mulo induzido, de maneira diferente e agrave; forma como ele naturalmente se daria, ser e aacute; ele modelo representativo da condi e ccedil; e atilde;o real?
ratos n e atilde;o s e atilde;o seres humanos em miniatura drogas aplicadas em ratos n e atilde;o nos d e atilde;o ind e iacute;cios do que acontecer e aacute; quando seres humanos consumirem essas mesmas drogas h e aacute; algumas semelhan e ccedil;as no funcionamento dos sistemas de ratos e homens, e eacute; claro, somos todos mam e iacute;feros, mas essas semelhan e ccedil;as s e atilde;o paralelos n e atilde;o se pode ignorar as diferen e ccedil;as, as muitas vari e aacute;veis que tornam cada esp e eacute;cie e uacute;nica essas diferen e ccedil;as, por menores que pare e ccedil;am, s e atilde;o t e atilde;o significativas que por vezes produzem resultados antag e ocirc;nicos
testes realizados em ratos n e atilde;o servem tampouco para avaliar os efeitos de drogas em camundongos isso porque apesar de aparente semelhan e ccedil;a, ambas as esp e eacute;cies possuem vias metab e oacute;licas bastante diferentes diferen e ccedil;as metab e oacute;licas n e atilde;o s e atilde;o dif e iacute;ceis de encontrar nem mesmo dentro de uma mesma esp e eacute;cie, admite-se que as drogas presentes no mercado s e atilde;o efetivas apenas para 30-50% da popula e ccedil; e atilde;o humana
na pr e aacute;tica o que acontece e eacute; que um rato pode receber uma dose de determinada subst e acirc;ncia e metaboliz e aacute;-la de maneira que ela se biotransforme em um composto t e oacute;xico a toxicidade mata o rato, mas no ser humano essa droga poderia ser in e oacute;cua, quem sabe a resposta para uma doen e ccedil;a severa por outro lado, o teste em ratos pode demonstrar a seguran e ccedil;a de uma droga que no ser humano se demonstre t e oacute;xica
centenas de drogas testadas e aprovadas em animais foram colocadas no mercado para uso por seres humanos e precisaram ser recolhidas poucos meses ap e oacute;s, por haverem sido identificados efeitos adversos e agrave; popula e ccedil; e atilde;o se as pesquisas com animais realmente pudessem prever os efeitos de drogas a seres humanos, esses eventos n e atilde;o teriam ocorrido dessa forma, pode-se inferir que a pesquisa que utiliza animais como modelo n e atilde;o s e oacute; n e atilde;o beneficia seres humanos, como tamb e eacute;m potencialmente os prejudica
o modelo de sa e uacute;de que defendemos e eacute; aquele que valoriza a vida humana e animal os interesses da ind e uacute;stria farmac e ecirc;uticas e das institui e ccedil; e otilde;es de pesquisa que lucram com a experimenta e ccedil; e atilde;o animal n e atilde;o nos dizem respeito buscamos por solu e ccedil; e otilde;es reais para problemas reais
os maiores progressos em sa e uacute;de coletiva se deram atrav e eacute;s de sucessivas mudan e ccedil;as no estilo de vida das popula e ccedil; e otilde;es h e aacute; uma forte co-rela e ccedil; e atilde;o entre nossa sa e uacute;de e o estilo de vida que levamos se nosso estilo de vida e eacute; dessa ou daquela forma, isso reflete em nossa sa e uacute;de est e aacute; claro que as doen e ccedil;as sejam reflexo, em grande parte, de nosso estilo de vida e que a cura deva estar em corre e ccedil; e otilde;es nesses h e aacute;bitos
s e eacute;rgio greiff
bi e oacute;logo
mestre em alimentos e nutri e ccedil; e atilde;o
autor dos livros e quot;a verdadeira face da experimenta e ccedil; e atilde;o animal:
a sua sa e uacute;de em perigo e quot; e e quot;alternativas ao uso de animais vivos
na educa e ccedil; e atilde;o: pela ci e ecirc;ncia respons e aacute;vel e quot;
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