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Higienização 2
Higienização 2
HIGIENE DOS OLHOS ::.
A partir de ?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.
Com o quê ?
A limpeza deve ser feita com soro fisiológico. Não utilize água nem colírios de uso veterinário ou humano.
Como fazer ?
Levante e segure a cabeça do filhote delicadamente apontando seu focinho para o alto. Pingue algumas gotas da solução nas bordas dos olhos até se espalhar e cobrir todo o globo ocular.
Remova o excesso do soro fisiológico e a secreção ocular (remela) que se acumula nas bordas das pálpebras, pressionando-as delicadamente com uma gaze ou um tecido macio e absorvente que não solte fiapos que possam irritar os olhos.
Com que freqüência ?
Normalmente diária e pela manhã, quando o acúmulo de secreção é maior, mas deve ser confirmado por um profissional de acordo com a quantidade de secreção que se acumula nas bordas das pálpebras.
Cães que vivem e/ou freqüentam locais que possuem muitas partículas em suspensão no ar (poluição, poeira, produtos químicos, etc.) lacrimejam mais como mecanismo de lavagem e proteção dos olhos.
Raças que possuem focinho curto, pêlo longo e olhos grandes também lacrimejam mais pela própria anatomia dos olhos, precisando de uma atenção especial com esse tipo de higiene.
HIGIENE DAS ORELHAS ::.
A partir de ?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.
Com o quê ?
A limpeza deve ser feita com soluções ceruminolíticas de uso veterinário. Não utilize produtos como álcool, éter, óleos ou simplesmente água.
Como fazer ?
Segure a cabeça do filhote delicadamente e levante a ponta da orelha até deixá-la na posição vertical.
Pingue várias gotas dentro do canal auditivo massageando-a externamente pela base, até perceber que toda a pele interna da orelha está úmida com a solução.
Deixe que o animal chacoalhe fortemente a cabeça para os lados, pois isso facilita a expulsão dos resíduos. Caso exista muito cerume, repita o procedimento anterior até deixá-los bem limpos, removendo o excesso do produto e do cerume friccionando um chumaço de algodão seco em todas as áreas acessíveis do pavilhão auricular.
Com que freqüência ?
Normalmente semanal, mas deve ser confirmado por um profissional de acordo com a anatomia da orelha, a quantidade de pêlos existentes em seu interior e a produção de cerume.
Cães que vivem e/ou freqüentam locais onde há muito vento, umidade e matéria orgânica (areia, terra, grama, jardim, etc.), necessitam de cuidados preventivos mais intensos.
Raças que possuem pêlos no interior da orelha, orelhas muito grandes e caídas também precisam de uma atenção especial, pois são mais predispostos a desenvolverem infecções de ouvido.
HIGIENE DOS DENTES ::.
A partir de ?
Desde a chegada do filhote ao novo lar. Indicamos essa idade com o único intuito de familiarizá-lo com o procedimento, pois nessa idade ainda estão erupcionando os últimos dentes de leite.
Com o quê ?
A limpeza deve ser feita com água corrente ou pasta dental de uso veterinário. Nunca utilize pasta dental de uso humano.
Como fazer ?
Segure a cabeça do filhote delicadamente levantando seus lábios superiores. Umedeça uma gaze com água ou pasta dental de uso veterinário friccionando-o nos dentes com movimentos que se iniciam sempre da gengiva em direção a ponta dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade.
Aumente gradativamente o tempo e a área de escovação, até conseguir escovar toda sua arcada dentária sem maiores dificuldades.
Com que freqüência ?
Normalmente de 3 a 4 vezes por semana, principalmente após a erupção completa dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade. Não esqueça de substituir a gaze por uma escova de dentes específica para o porte do cão.
Cães que possuem uma alimentação incorreta (massas, doces, carne, comida caseira, etc.) precisam de cuidados muito mais freqüentes com escovação.
Cães de raça miniatura e de porte pequeno necessitam de uma atenção especial com esse tipo de higiene, pois possuem propensão a acumular tártaro com muito mais facilidade que as raças grandes.
Nessas raças também é freqüente a persistência de dentes de leite, provocando um “encavalamento” durante a troca de dentição. Se isso persistir após a erupção completa dos dentes permanentes que ocorre por volta de 6 meses de idade, irá comprometer a mordida do animal (oclusão) além de apresentar um acúmulo precoce de tártaro.
HIGIENE DAS PATAS E CORTE DAS UNHAS ::.
A partir de ?
Desde a chegada do filhote ao novo lar.
Com o quê ?
A limpeza das patas deve ser feita com soluções anti-sépticas não irritantes de uso humano ou veterinário. A lavagem das patas deve ser feita com xampus neutros de uso veterinário.
Não utilize produtos irritantes para limpá-las como éter e álcool, e muito menos detergentes e sabões comuns para lavá-las. O corte das unhas deve ser feito com uma tesoura apropriada de uso veterinário compatível com seu porte. Não utilize tesouras para corte de unhas de uso humano nem tesouras comuns.
Como fazer ?
Umedeça uma gaze ou pano macio com a solução anti-séptica não irritante e friccione nos locais onde o acúmulo de sujeira é maior: na base das unhas, entre os coxins (almofadinhas) e entre os dedos até conseguir removê-lo completamente.
Se estiver muito difícil a remoção dessas sujeiras, lave toda a pata com xampu neutro. Lembre-se de secar muito bem toda a pata ao final da higiene.
Já o corte das unhas deve ser feito numa posição perpendicular em relação ao corpo da unha, tomando-se muito cuidado para não atingir vasos sanguíneos que as irrigam.
A distinção da área vascularizada e inervada (coloração rosada) com a área que pode ser cortada (coloração esbranquiçada) é facilmente distingüível em cães que possuem unhas sem pigmentação.
Mas se o seu cão só tiver unhas bem pigmentadas (bem escuras), tenha cuidado redobrado na hora de “aparar” as pontas. Na dúvida, peça auxílio de um médico veterinário.
Com que freqüência ?
A freqüência da higiene das patas varia de acordo com a presença, quantidade e comprimento dos pêlos nas patas e principalmente dos hábitos de higiene do animal.
A freqüência do corte das unhas em filhotes normalmente é mensal, mas deve ser determinado de acordo com a raça, o porte e principalmente o piso onde o cão vive.
Em cães adultos, podemos avaliar se as unhas precisam ser cortadas da seguinte maneira: mantemos o animal parado, de pé. Se nessa posição as pontas das unhas não tocarem no chão, o comprimento das unhas está adequado.
Devemos ter uma atenção especial com as unhas do primeiro dígito, comumente chamados de “ergot”, “esporão”, “unha de lobo”, etc. Esses primeiros dígitos localizam-se na face interna das patas anteriores, e às vezes também nas patas posteriores.
Não tendo contato com o chão, não há desgaste. Como o crescimento da unha é curvado para baixo, há o risco da unha encravar na própria pele se não a cortarmos regularmente. Caso essa unha comprida se enganche numa grade ou tela, também há o risco do dedo ser arrancado acidentalmente.
Dalton A. Ishikawa Médico Veterinário CRMV-SP 9235 www.pediatriacanina.com.br dr_dalton@pediatriacanina.com.br
Fonte: Dalton A. Ishikawa
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