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Aula de Passarela

A Passarela é um obstáculo constituído de 03 pranchas de 4 metros cada uma, de 30 a 40 cm de largura, com um comprimento total de 12 metros.

Enquanto a maioria dos cães faz este obstáculo logo na primeira tentativa, existem outros que têm de ser treinados, apenas a alguns centímetros acima do nível do solo.


Por sorte são poucos, pois é muito mais fácil ensinar o cão a andar na passarela a 1.35 m de altura do solo do que a poucos centímetros.


A baixa altura é uma grande tentação para o cão pular fora da prancha, pois sem dúvida ele não vê lógica em andar em uma tábua longa e estreita, pois é mais fácil andar no solo.

Este é o mesmo princípio que o cão enfrenta quando vai pular um obstáculo com uma barra. Não faz sentido para ele pular se pode passar por baixo.


Por esse motivo, veja primeiro qual será a reação do cão quando solicitado a passar pela passarela.

A fim de introduzir o cão no obstáculo, a ajuda será necessária de um assistente, que deverá ficar ao lado oposto do condutor em relação ao cão para assegurar-se que não pulará fora.


Aproxime-se da passarela em linha reta, o assistente e o cão devem continuar sem pausar e o condutor manter sua visão na prancha observando os movimentos do cão.


Quando atingir o início da subida dê o comando, incentive o cão a subir, utilize-se da mão direita para tocar no obstáculo, mostre que é seguro.


Alguns cães vão aceitar este método sem dificuldade nenhuma, mas é provável que o cão refugue.


Alguns cães sensíveis não entendem porque devem andar em uma prancha estreita e alta que não leva a lugar algum.


Neste ponto, dê a ele palavras de conforto e incentive a atacar o obstáculo.


Caso o cão apresente resistência para transpor a passarela, tente este outro método:


Coloque o cão a uns metros do final da passarela, um pouco antes da descida.


O condutor deve levantar o cão na passarela em tal posição que o mesmo veja o ponta da rampa que ele terá de descer para alcançar o solo.


Lembre-se que todo o esforço está sendo concentrado em dar confiança ao cão, portanto, mesmo que o assistente seja forte, é o condutor que deverá levantar o cão.


Lógico que o assistente deverá continuar do outro lado do cão para evitar qualquer queda.


Ambos, o condutor e o assistente, devem manter o cão por alguns segundos na passarela assegurando-lhe que tudo está bem.


A idéia é acalmar o cão, tirar o pânico, para que ele veja que está tudo bem e que não precisa se preocupar.

Quando sentir firmeza do cão no obstáculo, comece a incentiva-lo a descer a passarela devagar, com o condutor e o assistente, um de cada lado do cão, atuando como uma barreira humana para que não pule fora.


Se a descida foi bem sucedida, repita o exercício, começando do mesmo ponto anterior ou um pouco mais atrás, sempre levantando o cão e colocando-o na passarela.

Gradualmente o ponto de partida deve ser recuado.


Neste estágio do treinamento não tente posicionar o cão no meio da subida da prancha e sim no início dela, como no método anterior.

Um erro comum feito pelos condutores é de se aproximar da passarela em ângulo, fazendo com que a subida seja mais difícil do que o necessário. Portanto aproxime-se da passarela em linha reta, pois procedendo desta maneira o cão entenderá melhor o que é esperado dele.


Uma parte vital no treinamento deste obstáculo é de se assegurar que o cão desça a passarela até o fim sem que pule fora. Os últimos 92 cm de cada lado deste obstáculo são pintados de cores diferentes, que indicam as zonas de contato, nas quais o cão necessariamente tem que tocar com uma das patas, caso contrário será penalizado.

Se o cão sob treinamento responde imediatamente aos comando "deita" ou "Senta", poderá ser possível pedir ao cão que deite ou sente no final da rampa de descida, isto dará ao condutor tempo para ficar em uma posição favorável para impedir que ele pule fora antes de tocar nas zonas de contato.


O condutor em todos os treinamentos,o condutor deverá cuidar que o cão sempre ande até o final da rampa, pois quando estiver competindo com velocidade, o cão provavelmente saltará as zonas de contato.

Autor: Sam Gottlieb /Agility News



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